IGREJA EPISCOPAL REFORMADA

Friday, October 13, 2006

SUCESSÃO APOSTÓLICA



LINHA DE SUCESSÃO APOSTÓLICA HISTÓRICA DA Igreja Episcopal Reformada

1 Peter the Apostle 35
2 Eyodius 44
3 Ignatius (Martyr) 68
4 Earon 107
5 Cornelius 137
6 Eados 142
7 Theophilus 157
8 Maximus 171
9 Seraphim 179
10 Asclepiades (Martyr) 189
11 Philip 210
12 Zebinus 219
13 Babylos (Martyr) 237
14 Fabius 250
15 Demeirius 251
16 Paul I 259
17 Domnus I 270
18 Timotheus 281
19 Cyrilus 291
20 Tyrantus 296
21 Vitalius 301
22 Philogonius 318
23 Eustachius 323
24 Paulinus 338
25 Philabianus 383
26 Evagrius 386
27 Phosporius 416
28 Alexander 418
29 John I 428
30 Theodotus 451
31 Domnus II 442
32 Maximus 450
33 Accacius 454
34 Martyrius 457
35 Peter II 464
36 Phiadius 500
37 Serverius the Great 509
38 Sergius 544
39 Domnus III 547
40 Anastasius 560
41 Gregoiy I 564
42 Paul II 567
43 Patm 571
44 Domnus IV 586
45 Julianus 591
46 Athanasius I 595
47 John II 656
48 Theodorus 1 649
49 Severus 668
50 Athanasius II 684
51 Julianus II 687
52 Elias I 709
53 Athanasius III 724
54 Evanius I 740
55 Gervasius I 759
56 Joseph 790
57 Cyriacus 793
58 Dionsius I 818
59 John III 847
60 Ignatius II 877
61 Theodosius 887
62 Dinousius II 897
63 John IV 910
64 Evanius 922
65 John V 936
66 Evanius II 954
67 Dionysius 958
68 Abraham I 962
69 John VI 965
70 Athanasius IV 987
71 John VII 1004
72 Dionysius III 1032
73 Theodorus II 1042
74 Athanasius V 1058
75 John VII 1064
76 Basilius II 1074
77 Abdoone 1076
78 Dionysius V 1077
79 Evanius III 1080
80 Dionysius VI 1088
81 Athanasias VI 1091
82 John IX 1131
83 Athanasius VI 1159
84 Michael I (the Great) 1167
85 Athanasius VIII 1200
86 Michael II 1207
87 John X 1208
88 Ignatius III 1225
89 Dionysius VII 1255
90 John XI 1255
91 Ignatius IV 1264
92 Philanus 1285
93 Ignatius Baruhid 1293
94 Ignatius Ishmael 1553
95 Ignatius Basilus III 1566
96 Ignatius Abraham II 1382
97 Ignathis Basilius IV 1412
98 Ignatius Bahanam I 1415
99 Ignatius Kalejih 1455
100 Ignatius John XII1 483
101 Ignatius Noah 1492
102 Ignatius Jesus I 1509
103 Ignatius Jacob I 1510
104 Ignatius David I 1519
105 Ignatius Abdullah 1520
106 Ignatius Naamathalak 1557
107 Ignatius David II 1576
108 Ignatius Philathus 1591
109 Ignatius Abdullah II 1597
110 Ignatius Cadhai 1598
111 Ignatius Simeon 1640
112 Ignatius Jesus II 1655
113 Ignatius A. Massiah I 1661
114 Ignatius Cabeed 1686
115 Ignatius Gervasius III 1687
116 Ignatius Gervasius IV 1708
117 Ignatius Siccarablak 1722
118 Ignatius Gervasius III 1746
119 Ignatius Gervasius IV 1768
120 Ignatius Mathias 1781
121 Ignatius Bahanam II 1810
122 Ignatius Jonas 1817
123 Ignatius Gervasius V 1818
124 Ignatius Elias II 1859
125 Ignatius Jacob II 1847
126 Ignatius Peter III 1872
* Boutros Ibn Salmo Mesko-Mar Ignatius Peter III (IV)Syrian Jacobite Patriarch of Antioch and the East on 4 December 1876 consecrated

127 Kadril Kooran-Mar Paul Athanasius Bishop of Kottayan, and appointed as the representative of the Patriarch of Antioch, who, in accordance with the Patriarchal Bull of Ignatius Peter Ill, of January 1877 on the 28th of duly 1879 assisted by the Metropolitan Archbishops George Gregorius and Paul Evanius consecrated

128 Antonio Francis Xavier Alvarez (Mar Julius I)Archbishop of Ceylon, who in accordance with the Patriarchal of Ignatius Peter III, of 29 December 1891 , did on the 29th of May 1892 at the Church of Notre Dame de Bonne-Mort in Columbo, Brazil assisted by the Syrian Metropolitan Archbishops Gregorius and Athanasius consecrated

129 Joseph Rene Vilatte Archbishop Metropolitan of all the Orthodox Catholics of the Americas. Archbishop Vilatte, Archbishop Alvarez (Julius I), assisted by Mar Athanasius, of Kottayan and Mar Georgius. Bishop of Niranam did on the 28th of September 1921 consecrated

130 George Alexander McGuire M.D.First Bishop of the African Orthodox Church Archbishop McGuire on the 12th of February 1928 consecrated

131 William P. Tyarks Bishop Tyarks, did on the 2nd of October. 1952, consecrated James F.A. Lashley Archbishop James Lashley, did on the 17th of January 1976 in Saint Leonard's Church Brooklyn New York consecrate with the assistance of Bishop Ernest Pants

132 Samuel T. Garner. Bishop Samuel T. Gamer was elected. Sunday the 15th of January 1989 as Primate of the American Catholic Orthodox Church. Petrine Antiochian Succession Primate Gamer did on the 5th of January 1989 in St. Augustine's American Catholic Church, Brooklyn, New York consecrated

133 Owen J. Augustine Bishop Augustine did on the 26th of February 1995 in Church of the Holy Spirit, Oklahoma City, Oklahoma, consecrated

134 Michael D. Owen Bishop of The Communion of Evangelical Episcopal Churches who on the 4th of February 1996 consecrated

135 Wayne Boosahda Bishop of The Communion of Evangelical Episcopal Churches who on the 18th of March 2005 consecrated

136 Hermes C. Fernandes Bishop of The "Rede Episcopal de Igrejas da Nação Apostólica", (REINA) in Brazil who on the 27 of may 2006 consecrated

137 Sebastião Mendes de Freitas Arcebispo Metropolita para o Brasil e América Latina da Igreja Episcopal Reformada (IER).


Observação: Esta é uma das diversas linhas de Sucessão Apostólica Histórica legitima de nossa Igreja, caso você deseje conhecer as demais, entre no link “Contato” e solicite-nos via e-mail.

INTERCOMUNHÃO


IGREJAS QUE MANTÉM INTERCOMUNHÃO COM A IGREJA EPISCOPAL REFORMADA


INTERCOMUNHÃO significa que certas Igrejas se reconhecem mutuamente como Igrejas Cristãs, reconhecendo como válidos os sacramentos e as ordens umas das outras.

A IGREJA EPISCOPAL REFORMADA mantém intercomunhão com as seguintes Igrejas Cristãs:

+ Diocese Anglicana do Recife

+ Igreja Episcopal do Evangelho Pleno

+ Free Protestant Episcopal Church

+ Movimento Anglicano "Por uma causa comum"

DIOCESE


Diocese Protestante Episcopal Reformada

A Diocese Protestante Episcopal Reformada tem sua sede em São Paulo/SP e possui jurisdição sobre todo o Brasil e a América Latina e já conta com dois bispos e com três candidatos ao diaconato que deverão ser ordenados até o fim do corrente ano, além de estarmos em fase de conversação com outros três presbíteros.

Estamos presentes em São Paulo (Capital) e Bragança Paulista. Agora negociamos nossa presença no Estado da Paraíba e nas cidades de Campinas/SP e Atibaia/SP.

Preside esta Diocese o Revmo. Sebastião Mendes de Freitas (Arcebispo Metropolitano para o Brasil e América Latina) sendo auxiliado pelo Revmo. Francisco Buzzo Rodrigues (Bispo em Bragança Paulista).Possuímos uma Associação Beneficente, uma Editora (que produz o nosso LOC) e um Seminário Teológico.Tudo isso para a glória exclusiva de DEUS!

CONTATOS COM A IER


ENTRE EM CONTATO CONOSCO:

Se você desejar conhecer melhor a Igreja Episcopal Reformada (IER) será um prazer atendê-lo entre em contato conosco:

+ São Paulo/SP: E-mail: arquidioceseprotestante@gmail.com ou telefone (11) 3989-0024.

+ Bragança Paulista/SP: E-mail: f.b.r@ig.com.br

DOCUMENTOS CANÔNICOS


MENSAGENS EPISCOPAIS

MENSAGEM EPISCOPAL nº 0001/2006

04 de junho de 2006.Dia de Pentecoste.

REF./ AS RELAÇÕES INTER ECLESIÁSTICASA VISÃO REFORMADA DA IGREJA

"Graça a vós e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo" (Colossenses 1.2.)Prezados irmãos e irmãs e a toda Igreja de Deus!Estamos empreendendo uma jornada longa e difícil nestes tempos em que estamos vivendo, quando igrejas se multiplicam a cada dia, torna-se mais complexas as nossas decisões de caminhada dentro da visão bíblica da Igreja.Precisamos discernir os tempos em que estamos vivendo, e com um espírito desarmado de quaisquer preconceito empreender uma verdadeira batalha em defesa da "verdadeira fé uma vez confiada aos santos"(Judas 3) porém, sem excluir a possibilidade de encontrar cristãos genuínos em outras comunidades ou Igrejas cristãs. A Igreja Anglicana Reformada é uma igreja inclusiva, e pelo fato de sermos anglicanos não temos como fugir desta realidade, outrossim, temos a consciência de que estamos vivendo em uma pluralidade de expressões religiosas, e muitas das vezes estas expressões não são condizentes com o espírito da Ortodoxia bíblica da Reforma, e do Anglicanismo Histórico. Desde a sua fundação em 1998, foi sempre o desejo de seus fundadores manter a acesa a fé reformada numa expressão puritana das Escrituras, sem se esquecer que a Igreja caminha na luz da Palavra de Deus, tendo em vista a direção do Espírito Santo, e que Seus Dons e Ministérios são importantes e essências na vida da Igreja. Os Trinta e Nove Artigos de Religião, os Credos ecumênicos, e a Declaração de Princípios adotada em 2 de Dezembro de 1873 nos Estados Unidos da América, pelos pais reformados, e ratificados no Brasil em 2002, constituem-se na base normativa para quaisquer diálogo ou processo de inter-Comunhão ou mesmo de plena Comunhão com qualquer Igreja ou denominação. O púlpito é de exclusiva responsabilidade dos seus párocos e ministros devidamente autorizados para os ofícios e Sacramentos. Portanto não deverão ser franqueados a pessoas de caráter duvidoso e de posição doutrinária contrária aos estabelecidos na Declaração de Princípios em todos os seus artigos. (Livro de Oração Comum, pg.15- 1ª Edição-2005)Cremos nas Sagradas Escrituras canônicas, como único guia infalível para o homem, e que ela é divinamente inspirada, autêntica, e que não contém erros e suas verdades são inalteráveis. Cremos que a Palavra de Deus não pode falhar, Seus ensinos são puros, retos e justos e que nada se lhe deve acrescentar ou subtrair. Nenhum escrito poderá substituir as Escrituras em matérias de fé e práticas na vida cotidiana, na liturgia e adoração. Cremos que somente aqueles que nasceram de novo, e foram unidos à Cristo, serão salvos, e que esta salvação não dependem de obra alguma, mas somente no sacrifício de Cristo, feito uma vez para sempre. Cremos na divina instituição do Sacramento do Batismo administrados uma única vez, por ministros devidamente comissionados e ordenados para este santo serviço, de acordo com a ordem bíblica de acordo com a ordenança de nosso Senhor Jesus Cristo dado aos Seus Apóstolos. Portanto, a Igreja Anglicana Reformada não pratica o re-batismo de crentes praticados em nome da Trindade, e que seus ministros sejam devidamente comissionados. A Ceia do Senhor representada no Pão e no Vinho é um memorial sacramental, onde o crente recebe pela fé o Corpo e o Sangue do Senhor, portanto, todo aquele que estando em plena comunhão com Cristo, e consciente da suas responsabilidades como membro do Corpo de Cristo, são amavelmente convidados à Mesa do Senhor. O ministério ordenado é uma combinação de preparo e vocação, e que depois de serem provados, de acordo com os ensinos apostólicos são admitidos às Sagradas Ordens de Bispos, Presbíteros e Diáconos. A doutrina da Sucessão Apostólica na Igreja Anglicana Reformada é considerada como uma marca de sua autenticidade. Portanto, todos aqueles que desejarem servir a Deus como ministros, deverão ser ordenados de acordo com a tradição Apostólica. A Igreja não concederá títulos de ministros em hipótese alguma por atestados, cartas ou outros documentos, que não sejam expedidos depois de acurada prova de caráter e santificação, devendo os mesmos ser ordenados por bispos fiéis e devidamente autorizados para este ofício. Ministros ordenados em outras denominações terão seus reconhecimentos, porém deverão ser examinados quanto ao seu caráter e conhecimento das Escrituras e dos Cânones da Igreja e estarem em conformidade com os mesmos. Todos os processos relacionados a recebimento de ministros, recepção de Paróquias ou Igrejas, inter ou plena Comunhão, deverão ser submetidos e analisadas pela Comissão de Fé e Disciplina, que depois de preenchidas todas as exigências canônicas, deverão ser encaminhada ao Concílio Geral para votação e aprovação.

São Paulo, 04 de junho, ano da Graça de nosso Senhor Jesus Cristo de 2006.

Diocese Episcopal Tradicional Reformada do Brasil.

+ Rev. Dr. Sebastião Mendes de FreitasBispo Primaz


MENSAGEM EPISCOPAL nº 0002/2006

04 de junho de 2006.

A IGREJA EPISCOPAL REFORMADA E A IGREJA EPISCOPAL ANGLICANA DO BRASIL

REF./ DIÁLOGO IER / IEABA

Igreja Episcopal Reformada, desde a sua fundação em 31 de outubro de 1998, sempre primou pelo Diálogo com outros grupos cristãos, tendo em vista, a nossa visão inclusiva da Igreja. Basta dizer que na nossa recente Ordenação e Consagração Episcopal, realizada no dia 27 de maio de 2006, na Catedral Evangélica de São Paulo, havia cerca de 13 denominações presentes representadas por seus líderes, inclusive Católicos Romanos. Apesar de nosso esforço, e sempre respeitando a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil e seu clero, a liderança desta denominação sempre se mostrou hostil ao diálogo conosco, e nas recentes declarações do seu Bispo Primaz afirmam que não nos reconhecem como Igreja, apesar de terem conhecimento que temos as ordens reconhecidamente válidas por sermos uma Igreja de tradição anglicana e com bispos ordenados e consagrados por bispos da Igreja Protestante Episcopal dos Estados Unidos da América com mais de 130 anos de existência na América e na Europa. O comprometimento com o liberalismo teológico, o macro ecumenismo, e o distanciamento da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil das verdades históricas do Anglicanismo, também nos impedem de buscarmos uma aproximação com este ramo da Igreja no Brasil. O não reconhecimento por parte da IEAB de nossa denominação como Igreja, reforça a nossa certeza que a nossa missão como Igreja anglicana apenas começou. E se fôssemos por eles reconhecidos, poderíamos considerar que a visão protestante e reformada de nossa Igreja estava realmente comprometida e o nosso barco estava navegando em um mar revolto e sem bússola para nos conduzir ao destino certo. Desejamos sim o diálogo, mas nunca, e em momento algum, pretendemos fazer em prejuízo de nossa fé, dos postulados da Reforma e da Ortodoxia do Anglicanismo Histórico. O Arcebispo Thomas Cranmer e seus companheiros se estivesse aqui, jamais endossaria o que se faz em nome da "Ecclesia Anglicana". O movimento de Oxford e o movimento liberal violenta a fé dos reformadores, e os consideram como néscios e medíocres, portanto, diante dos recentes acontecimentos dentro da Comunhão Anglicana envolvendo a DAR, não desejamos manter diálogo com este ramo da Igreja pelo fato de não mais representar a fé dos reformadores e mártires anglicanos, a menos que esta venha a mudar os seus postulados e conceitos, teológicos e morais. A IEAB, reclama de grupos que se apresentam dizendo ser anglicanos e falando em nome da referida Igreja.Cumpre-se nos informar que nossa denominação nunca se apresentou em encontros ecumênicos em nome da IEAB, pela razão de não fazermos parte de nenhum órgão ecumênico, e se assim o fizéssemos, faríamos em nosso próprio nome, Igreja Episcopal Reformada, uma vez tendo nossa Constituição e Cânones devidamente registrados de acordo com as Leis da República Federativa do Brasil, e também como pessoas idôneas sabemos respeitar as outras denominações, e temos os nossos limites demarcados pela ética e pela razão. Portanto, o Primaz da IEAB e seu clero não precisam dizer o que devemos ou não fazer, pois conhecemos muito bem as demarcações de nossos limites como denominação e Igreja de Cristo.

São Paulo, 04 de junho, anos da Graça de nosso Senhor Jesus Cristo de dois mil e Seis.

+Rev. Dr. Sebastião Mendes de Freitas
Bispo Primaz da Igreja Episcopal Reformada
Diocese Episcopal Tradicional Reformada do Brasil.

REFORMADORES INGLESES


OS MÁRTIRES REFORMADORES

JOHN HOOPER

Bispo e Mártir9 de fevereiro de 15553. JOHN HOOPER, Bispo e MártirJohn Hooper, nasceu Somerset,em fins do século XV. Abraçou os princípios da Reforma e, para escapar à perseguição,refugiou-se no continente europeu,1539. Regressou a Londres 1549, sendo nomeado,no ano seguinte, Bispo deWorcester e Gloucester. Após a ascensão de Maria Tudor,1553, tornou-se uma das principais vítimas protestantes ao ser queimado vivo num pelourinho próximo à sua própria catedral. Morreu no dia 9 de fevereiro de 1555, como um dos grandes baluartes da fé reformada inglesa em Gloucester, Inglaterra.

HUGH LATIMER

Bispo e Mártir16 de outubro de 15551. HUGH LATIMER, Bispo e MártirHugh Latimer nasceu em Themaston, Leicestershire.”Papista” convertido ao protestantismo aos 30 anos,tornou-se um dos doze pregadores licenciados (licenced preachers) de Cambridge.Acusado de heresia,foi obrigado a assinar sem crer os artigos de fé.Resignou à Diocese em 1539.Foi prisioneiro até a morte de Henrique VIII (1547). Readquiriu o favor sob o reinado de Edward VI, mas foi novamente preso e processado por ordem da Rainha Maria. Condenado por heresia foi queimado vivo no dia 16 de outubro de 1555. Naquele triste momento Látmer disse para seu companheiro: “Fique bem confortado,Mestre Ridley,e seja homem.Nós vamos neste dia acender tal vela pela graça de Deus na Inglaterra que eu creio nunca será apagada” . Considerado mártir da Reforma da Inglaterra. Seus sermões foram publicados em 1635.NICHOLAS RIDLEY, Bispo e Mártir16 de outubro de 15552.

NICHOLAS RIDLEY

Bispo e MártirNicholas Ridley, nasceu em Northumberland.Capelão de Thomás Cranmer,Arcebispo de Canterbury,colaborou com este na redação dos Trinta e nove Artigos de Religião, que se tornaram o fundamento da Igreja Anglicana e do anglicanismo mundial,inclusive da Igreja Episcopal Reformada,bem como no preparo do livro inglês de Oração Comum. Foi anda capelão de Henrique VII e Cônego de Worchester,tornou-se Bispo de Rochester,1547, e de Londres,1550. Acusado de introduzir o protestantismo na Universidade de Cambridge,1547. Propagou os princípios da reforma.Foi preso após a ascensão de Maria Tudor (a saguinária) ao trono,1533 Dois anos mais tarde, foi declarado herege e queimado vivo com Hugh Látimer.

THOMAS CRANMER

Bispo e Mártir 21 de março de 1556 THOMAS CRANMER, Bispo e Mártir Primeiro Arcebispo Protestante de Canterbury nascido em Aslacton, Nottinghamshire, Inglaterra, tido como o fundador intelectual e espiritual da Igreja Anglicana. Depois de estudar no Jesus College, em Cambridge, casou-se, mas logo enviuvou e, então, entrou para a igreja e dedicou-se ao estudo, tornando-se um notável participante dos debates suscitados pela Reforma Luterana. Foi enviado à Alemanha como embaixador na corte de Carlos V (1532), e lá conheceu Margaret Osiander, com quem se casou, apesar das ordens sacerdotais. Tornou-se arcebispo de Canterbury (1533) e em cooperação com Oliver Cromwell, promoveu a publicação de uma Bíblia em inglês. Com a ascensão de Eduardo VI (1547), empenhou-se em reformar completamente a Igreja da Inglaterra, Organizou a liturgia anglicana publicando o LIVRO DE ORAÇÃO COMUM, em 1549, e revisando-o em 1552. Liturgia esta, adotada no Brasil pela Igreja Anglicana Reformada.A rainha católica Maria I, mais conhecida como “Maria a raínha sanguinária”, ao assumir o poder, destituiu-o do episcopado e, por sua ordem, foi preso, condenado e queimado na fogueira, em Oxford, em 21 de março de 1556.

NOSSA DOUTRINA


A DOUTRINA E OS 39 ARTIGOS DE RELIGIÃO DA IGREJA EPISCOPAL REFORMADA

DOUTRINA

Os quatro princípios fundamentais da Igreja Episcopal ReformadaSomos uma comunidade de crentes comprometida com:

1- As Sagradas Escrituras do Antigo e do Novo Testamentos como única regra de fé e prática.

2- A teologia e a liturgia históricas dos reformadores, tendo como base o Livro de Oração Comum (1552).

3- As doutrinas da graça como distintivo da fé reformada.

4- O episcopado histórico como um padrão desejável de governo para a Igreja de Jesus Cristo.


OS TRINTA E NOVE ARTIGOS DE RELIGIÃO

No Concilio realizado em Londres no ano de l562, para evitar diversidade para evitar a diversidade de opiniões, e estabelecer o comum acordo no tocante à verdadeira Religião. (Livro de Oração Comum, publicado em português em 1866, pela Society for Promoting Christian Knowledg . pg. 432 - 444).

I. DA FÉ NA SANTÍSSIMA TRIDADE

Há um único Deus, vivo e verdadeiro, eterno, sem corpo, indivisível não sujeito à paixões, de infinito poder, sabedoria e bondade; Criador e Sustentador de todas as coisas visíveis e invisíveis. E na unidade desta Divindade há três Pessoas, da mesma substância, poder e eternidade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

II. DO VERBO OU FILHO DE DEUS, QUE SE FEZ VERDADEIRO HOMEM

O Filho, que é o Verbo do Pai, gerado da eternidade do Pai, verdadeiro e sempiterno Deus, e consubstancial com o Pai, tomou a natureza humana no ventre da bendita virgem e da Sua substância; de sorte que as duas inteiras e perfeitas Naturezas, isto é, Divina e Humana, se uniram em uma Pessoa, para nunca mais se separarem, das quais resultou Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem; que verdadeiramente padeceu foi crucificado, morto e sepultado, para reconciliar Seu Pai conosco, e ser vítima, não só pela culpa original, mas também pelos atuais pecados dos homens.

III. DA DESCIDA DE CRISTO AO HADES

Assim como Cristo morreu por nós, foi sepultado; assim também deve ser crido que desceu ao Hades.

IV. DA RESSURREICÃO DE CRISTO

Cristo verdadeiramente ressuscitou dos mortos e tomou de novo o Seu corpo, com carne, ossos e tudo o mais pertencente à perfeição da natureza humana; com o que subiu ao Céu, e lá está assentado, até que volte a julgar todos os homens, no último dia.V. DO ESPÍRITO SANTOO Espírito Santo, procedente do Pai e do Filho, é da mesma substância, majestade e glória que o Pai e o Filho, verdadeiro e eterno Deus.

VI. SUFICIÊNCIA DAS ESCRITURAS SAGRADAS PARA A SALVAÇÃO

As Escrituras contém todas as coisas necessárias para a salvação; de modo que tudo o que nela não se lê, nem por ela se pode provar, não deve ser exigido de pessoa alguma que seja crido como artigo de Fé ou julgado como exigido ou necessário para a salvação. Pelo nome de Escrituras Sagradas entendemos os Livros canônicos do Antigo e Novo Testamentos, de cuja autoridade jamais houve qualquer dúvida na Igreja.

DOS NOMES E NÚMEROS DOS LIVROS CANÔNICOS
Gênesis, Êxodo, Levíticos, Números, Deuteronômio, Josué, Juízes, Rute, Primeiro Livro de Samuel, Segundo Livro de Samuel, Primeiro Livro dos Reis, Segundo Livro de Reis, Primeiro Livro de Crônicas, Segundo Livro de Crônicas, Livro de Esdras, Livro de Neemias, Livro de Ester, Livro de Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes ou Pregador, Cântico dos Cânticos, Os Quatros Profetas Maiores, Os Doze Profetas Menores e os outros Livros (como diz S. Jerônimo), a Igreja os lê para exemplo de vida e instrução de costumes; mas não os aplica para estabelecer doutrina alguma. São os seguintes: Terceiro Livro de Esdras, Quarto Livro de Esdras, Livro de Tobias, Livro de Judite, Livro de Ester, Livro da Sabedoria Jesus Filho de Siraque O Profeta, Baruque, O Cântico dos Três Jovens, A História de Susana e Bel e o Dragão, Oração de Manasses, Primeiro Livro de Macabeus e Segundo Livro dos Macabeus.

Recebemos e contamos por canônicos todos os Livros do Novo Testamento, como são comumente recebidos.

VII. DO ANTIGO TESTAMENTO

O Antigo Testamento não é contrário ao Novo; porquanto em ambos, tanto no Antigo coomo no Novo, se oferece a vida eterna ao gênero humano, por Cristo, que é o único Mediador entre Deus e o homem, sendo Ele mesmo Deus o Homem. Portanto, não devem ser ouvidos os que pretendem que os antigos Pais só esperaram promessas transitórias. Ainda que a Lei de Deus, dada por meio de Moisés, no que respeita a Cerimônia e Ritos, não obrigue os cristãos, nem devam ser recebidos necessariamente os seus preceitos civis em nenhuma comunidade; todavia, não há cristão algum que esteja isento da obediência aos Mandamentos que se chamam Morais.

VIII. DOS TRÊS CREDOS

Os três credos a saber: os Credos Niceno, Atanasiano e o que normalmente se chama Credo ou “Símbolo dos Apóstolos” devem ser inteiramente recebidos e cridos; porque se podem provar com autoridades inegáveis das Sagradas.Escrituras.

IX. DO PECADO ORIGINAL

O Pecado Original não consiste na imitação de Adão (como em vão propagam os pelagianos); é, porém, a falta e corrupção da Natureza de todo homem, gerado naturalmente da semente de Adão; pelas quais o homem dista muitíssimo da retidão original e é de sua própria natureza inclinada ao mal, de sorte que a carne sempre cobiça contra o Espírito; e, por isso, toda a pessoa que nasce neste mundo merece a ira e a condenação de Deus. E esta contaminação da natureza ainda permanece também nos regenerados, pela qual o apetite carnal, chamado em grego phronÂma sarkos (que uns interpretam sabedoria e outros, sensualidade, outros, afeição, e outros, desejo carnal), não é sujeito à Lei de Deus. E apesar de que não há condenação para os que crêem e são batizados, contudo o Apóstolo confessa que a concupiscência e luxúria têm de si mesmas a natureza do pecado.

X. DO LIVRE-ARBÍTRIO

A condição do Homem depois da queda de Adão é tal que ele não pode converter-se e preparar-se a si mesmo, por sua própria força natural e boa obras, para a fé e invocação a Deus. Portanto, não temos o poder de fazer boas obras agradáveis e aceitáveis a Deus, sem que a graça de Deus por Cristo nos preceda, para que tenhamos boa vontade, e coopere conosco enquanto temos essa boa vontade.

XI. DA JUSTIFICAÇÃO DO HOMEM

Somos reputados justos perante Deus, somente pelo mérito de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo pela Fé, e não por nossos próprios merecidos e obras. Portanto, é doutrina mui saudável e cheia de consolação que somos justificados somente pela Fé, como se expõe mais amplamente na Homilia da Justificação.

XII. DAS BOAS OBRAS

Ainda que as Boas obras, que são os frutos da Fé, e seguem a Justificação, não possam expiar os nossos pecados, nem suportar a severidade do juízo de Deus, são, todavia, agradáveis e aceitáveis a Deus em Cristo e brotam necessariamente de uma verdadeira e viva Fé; tanto que por elas se pode conhecer tão evidentemente uma Fé viva como uma árvore se julga pelo fruto.

XIII. DAS OBRAS ANTES DA JUSTIFICAÇÃO

As obras feitas antes da graça de Cristo e da Inspiração de seu Espírito, não são agradáveis a Deus, porquanto não procedem da fé em Jesus Cristo; nem fazem homens dignos de receber a graça, nem (como dizem os autores escolásticos) merecem a graça de congruidade; muito pelo contrário, visto que elas não são feitas como Deus quis e ordenou que fossem feitas, não duvidamos terem elas a natureza do pecado.

XIV. DAS OBRAS DE SUPERERROGAÇÃO

As obras voluntárias, que excedem os Mandamentos de Deus, e que se chamam Obras de Supererrogação, não se podem ensinar sem arrogância e impiedade; porque por elas declaram os homens que não se rendem a Deus tudo a que são obrigados, mas também a favor dele fazem mais do que como rigoroso dever lhes é exigido; ainda que Cristo claramente tenha dito: Quando fizerdes tudo o que vos estás ordenado dizei: Somos servos inúteis.

XV. DE CRISTO ÚNICO SEM PECADO

Cristo, na verdade de nossa natureza, foi semelhante a nós em todas as coisas, exceto no pecado, do qual foi totalmente isento, tanto na sua carne como no seu Espírito. Ele veio para ser o Cordeiro imaculado, que, pelo sacrifício de si mesmo uma vez oferecido, tirou os pecados do mundo; e o pecado (como diz Apóstolo João) não estava nele. Mas nós, os demais homens, posto que batizados, e nascidos de novo em Cristo, ainda pecamos em muitas coisas; e se dissermos que não temos pecado, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós.

XVI. DO PECADO DEPOIS DO BATISMO

Nem todo pecado mortal voluntariamente cometido depois do Batismo é pecado contra o Espírito Santo, e irremissível. Pelo que não se deve negar a graça do arrependimento aos que tiverem caído em pecado depois do batismo. Depois de termos recebidos o Espírito Santo, podemos apartar-nos da graça concedida, e cair em pecado, e pela graça de Deus levantar-nos de novo, e corrigir nossa vida. Devem, portanto, ser condenados os que dizem que já não podem pecar mais, enquanto aqui vivem, ou os que negam a oportunidade de perdão às pessoas verdadeiramente arrependidas.

XVII. DA PREDESTINAÇÃO E ELEIÇÃO

A predestinação para a Vida é o eterno propósito de Deus, pelo qual (antes de lançados os fundamentos do mundo) tem constantemente decretado por seu conselho a nós oculto, livrar da maldição e condenação os que elegeu em Cristo dentre o gênero humano, e conduzi-los por Cristo dentre o gênero humano, e conduzi-los por Cristo à salvação eterna, como vasos feitos para honra. Por isso os que se acham dotados de um tão excelente benefício de Deus são chamados segundo o propósito de Deus, por seu Espírito, operando no tempo devido; pela Graça obedecem à vocação, são justificados gratuitamente; são feitos Filhos de Deus por adoção; são criados conforme à imagem de seu Unigênito Filho Jesus Cristo; vivem religiosamente em boas obras, e enfim chegam, pela misericórdia de Deus, à felicidade eterna. Assim como a pia consideração da Predestinação, e da nossa Eleição em Cristo, é cheia de um doce, suave e inexplicável conforto para as pessoas devotas, e os que sentem em si mesmos a operação do Espírito de Cristo, mortificando as obras da carne, e seus membros terrenos, e a sua fé na salvação eterna que hão de gozar por meio de Cristo, mas porque de modo veemente acende o seu amor para com Deus; assim para as pessoas curiosas e carnais, destituídas do Espírito de Cristo, o Ter de contínuo diante dos seus olhos a sentença da Predestinação de Deus é u precipício muitíssimo perigoso, por onde o Diabo as arrasta ao desespero, ou a que vivam na indignidade dos seres mais impuros, de maneira não menos perigosa que o desespero.Além disso devemos receber as promessas de Deus do modo que nos são geralmente propostas nas Escrituras Sagradas e seguir em nossas obras a Vontade de Deus, que nos é expressamente declarada na sua Palavra.

XVIII. DA OBTENÇÃO DA SALVAÇÃO ETERNA UNICAMENTE PELO NOME DE CRISTO

Devem ser também tidos por amaldiçoados os que se atrevem a dizer que todo o homem será salvo pela Lei ou pela Seita que professa, contanto que seja cuidadoso em moldar sua vida segundo essa lei e o lume da Natureza. Porque as Sagradas Escrituras somente nos propõem o Nome de Jesus Cristo, como único meio pelo qual os homens se hão de salvar.

XIX. DA IGREJA

A Igreja visível de Cristo é uma congregação de fiéis, na qual é pregada a pura Palavra de Deus, e são devidamente ministrados os Sacramentos conforme a Instituição de Cristo em todas as coisas que necessariamente se exigem neles. Assim como a Igreja de Jerusalém, de Alexandria e de Antioquia, erraram; assim também a Igreja de Roma errou, não só quanto às suas práticas, ritos e cerimônias, mas também em matéria de Fé.

XX. DA AUTORIDADE DA IGREJA

A Igreja tem poder de decretar Ritos ou Cerimônias e autoridade nas Controvérsias da Fé; todavia não é lícito à Igreja ordenar coisa alguma contrária à Palavra de Deus escrita, nem expor um lugar das Escrituras de modo que repugne a outro. Portanto, mesmo que a Igreja seja testemunha e guarda das Escrituras Sagradas, todavia, assim como não é lícito decretar coisa alguma contra elas, também não deve obrigar que seja acreditada coisa alguma que nelas não se encontra, como necessária para a salvação.

XXI. DA AUTORIDADE DOS CONCÍLIOS GERAIS

Concílios Gerais não devem ser reunidos sem o mandamento e a vontade de Príncipes. E quando eles se reúnem (sendo uma assembléia de homens, onde sem todos são regidos pelo Espírito e pela Palavra de Deus) podem errar, e às vezes têm errado, mesmo nas coisas pertencentes a Deus. Portanto, o que por eles é ordenado como necessário à salvação não possui força nem autoridade, exceto se for declarado que eles o extraíram das Sagradas Escrituras.

XXII. DO PURGATÓRIO

A doutrina romana relativa a Purgatório, Indulgências, Veneração e Adoração tanto de Imagens como de Relíquias, e também a Invocação dos Santos, é uma coisa fútil e inventada em vão, que não se fundamenta em testemunho algum das Escrituras, mas ao contrário repugna a Palavra de Deus.

XXIII. DA MINISTRAÇÃO NA IGREJA

A ninguém é lícito tomar sobre si o cargo de pregar publicamente, ou administrar os Sacramentos na Congregação, antes que seja legalmente chamado, e enviado a executá-lo. E devemos julgar por legalmente chamados e enviados aqueles que tiverem sido escolhidos e chamados para essa obra pelos homens revestidos publicamente de autoridade, dada a eles na Congregação, para chamar e enviar Ministros à vinha do Senhor.

XXIV. DA LÍNGUA VERNÁCULA NO CULTO

Repugna evidentemente à Palavra de Deus e ao costume da Igreja Primitiva dizer Orações públicas na Igreja, ou administrar os Sacramentos em língua que o povo não entenda.

XXV. DOS SACRAMENTOS

Os Sacramentos instituídos por Cristo não são unicamente designações ou indícios da profissão dos cristãos, mas antes testemunhos certos e firmes, e sinais eficazes da graça e da boa vontade de Deus para conosco, pelos quais ele opera invisivelmente em nós, e não só vivifica, mas também fortalece e confirma a nossa Fé nele.São dois os Sacramentos instituídos por Cristo nosso Senhor no Evangelho, isto é, o Batismo e a Ceia do Senhor.Os cinco vulgarmente chamados Sacramentos, isto é, Confirmação, Penitência, Ordens, Matrimônio, Extrema Unção, não devem ser contados como Sacramentos do Evangelho, tendo em parte emanado de uma viciosa imitação dos Apóstolos, e sendo em parte estados de vida aprovados nas Escrituras; não têm, contudo, a mesma natureza de Sacramentos peculiar ao Batismo e à Ceia do Senhor, porque não têm sinal algum visível ou cerimônia instituída por Deus. Os Sacramentos não foram instituídos por Cristo para servirem de espetáculo, ou para serem levados em procissão, mas sim para os utilizarmos forma devida. É só nas pessoas que dignamente os recebem é que há um saudável efeito ou operação; mas os que indignamente os recebem adquirem para si mesmos a condenação, como diz São Paulo.

XXVI. DA INDIGNIDADE DOS MINISTROS, A QUAL NÃO IMPEDE O EFEITO DOS SACRAMENTOS

Ainda que na Igreja visível os maus sempre estejam misturados com os bons, e às vezes os maus tenham a principal autoridade na Administração da Palavra e dos Sacramentos, todavia, como não o fazem em seu próprio nome mas no de Cristo, e em comissão e por autoridade dele administram, podemos usar do seu Ministério, tanto em ouvir a Palavra de Deus, como em receber os Sacramentos. Nem o efeito da ordenança de Cristo é tirado pela sua iniqüidade; nem a graça dos dons de Deus diminui para as Pessoas que com fé e devidamente recebem os de Cristo apesar de serem administrados por homens maus. Não obstante, à disciplina da Igreja pertence que se inquira acerca dos Ministros maus, e que sejam estes acusados por quem tenha conhecimento de seus crimes; e sendo, enfim, reconhecidos culpados, sejam depostos mediante justa sentença.

XXVII. DO BATISMO

O Batismo não é um sinal de profissão, e marca de diferença, com que se distinguem os Cristãos dos que o não são, mas também, um sinal de Regeneração ou Novo Nascimento, pelo qual, como por instrumento, os que recebem o Batismo devidamente são enxertados na Igreja; as promessas da remissão dos pecados, e da nossa adoção como Filhos de Deus pelo Espírito Santo, são visivelmente marcadas e seladas, a Fé é confirmada, e a Graça, aumentada por virtude da orção a Deus. O Batismo das Crianças deve conservar-se de qualquer modo na Igreja como sumamente conforme à instituição de Cristo.

XXVIII. DA CEIA DO SENHOR

A Ceia do Senhor não é só um sinal do mútuo amor que os cristãos devem ter uns para com os outros; mas antes é um Sacramento da nossa Redenção pela morte de Cristo, de sorte que para os que devida e dignamente, e com fé o recebem, o Pão que partimos é uma participação do Corpo de Cristo; e de igual modo o Cálice da Bênção é uma participação do Sangue de Cristo. A transubstanciação (ou mudança da substância do Pão e do Vinho) na Ceia do Senhor, não se pode provar pelas Escrituras Sagradas; mas antes repugna as palavras terminantes das Escrituras, subverte a natureza de Sacramento e tem dado ocasião a muitas superstições. O Corpo de Cristo é dado, tomado e comido na Ceia, somente de um modo celeste e espiritual. E o meio pelo qual Corpo de Cristo é recebido e comido na Ceia é a Fé.O Sacramento da Ceia do Senhor não foi pela ordenança de Cristo reservado, nem levado em procissão, nem elevado, nem adorado.

XXIX. DOS ÍMPIOS, QUE NÃO COMEM O CORPO DE CORPO DE CRISTO NA CEIA DO SENHOR

Os ímpios, e os destituídos da fé viva, ainda que carnal e visivelmente comprimam com os dentes (como diz santo Agostinho) o Sacramento do Corpo e Sangue de Cristo, nem por isso são de maneira alguma participantes de Cristo; mas antes, para sua condenação, comem e bebem o sinal ou Sacramento de uma coisa tão importante.

XXX. DE AMBAS AS ESPÉCIES

O Cálice do Senhor não se deve negar aos Leigos, porque ambas as partes do Sacramento do Senhor por instituição à ordem de Cristo devem ser administradas a todos os cristãos igualmente.

XXXI. DA ÚNICA OBLAÇÃO DE CRISTO CONSUMADA NA CRUZ

A oblação uma vez consumada é a perfeita redenção, propiciação e satisfação por todos os pecados, tanto originais como atuais, do mundo inteiro; e não há nenhuma outra satisfação pelos pecados, senão esta unicamente. Portanto os sacrifícios das Missas nos quais vulgarmente se dizia que o Sacerdote oferecia Cristo para a remissão de pena ou culpa, pelos vivos e mortos, são fábulas blasfemas e enganos perigosos.

XXXII. DO CASAMENTO DOS MINISTROS

Os Bispos, Presbíteros e Diáconos não são obrigados, por preceito algum da lei de Deus, a voltar-se ao estado celibatário, ou abster-se do matrimônio; portanto é-lhes lícito, como aos demais cristãos, casar como entenderem, se julgarem que isso lhes é mais útil para viverem religiosamente.

XXXIII. COMO DEVEMOS EVITAR AS PESSOAS EXCOMUNGADAS

Aquele que por denúncia pública da Igreja for justamente separado da unidade da Igreja, e suspenso da Comunhão, deve ser tido por pagão e publicano por todos os fiéis, até que seja mediante penitência recebido na Igreja por um juiz que tenha autoridade para isso.

XXXIV. DAS TRADIÇÕES DA IGREJA

Não é necessário que as Tradições e Cerimônias sejam em toda a parte as mesmas, ou totalmente semelhantes; porque em todos os tempos têm sido diversas, e podem ser alteradas segundo a diversidade dos países, tempos e costumes dos homens, contanto que nada se estabeleça contrário à Palavra de Deus. Todo aquele que por seu particular juízo, com ânimo voluntário e deliberado, quebrar manifestamente as Tradições e Cerimônias da Igreja, que não são contrários à Palavra de Deus, e se acham estabelecidas e aprovadas pela autoridade comum (para que outros temam fazer o mesmo), deve ser publicamente repreendido, como quem ofende a ordem comum da Igreja, fere a autoridade do Magistrado e vulnera as consciências dos irmãos débeis. Toda a igreja particular ou nacional tem autoridade para ordenar, mudar e abolir as Cerimônias ou Ritos da Igreja, instituídos unicamente pela autoridade humana, contanto que tudo se faça para a edificação.

XXXV. DAS HOMILIAS

O Segundo Livro das Homilias, cujos títulos reunimos abaixo neste Artigo, contêm doutrina pia, saudável e necessária para estes tempos, como também o primeiro Livro das Homilias, publicado ao tempo de Edward VI, e portanto julgamos que devem ser lidas pelos Ministros, diligente e distintamente nas Igrejas, para que sejam entendidas pelo povo.

DOS NOMES DAS HOMILIAS

1. Do Uso correto da Igreja.
2. Contra o Perigo da Idolatria.
3. Do reparo e asseio das Igrejas.
4. Das boas Obras: principalmente do Jejum.
5. Contra a Glutonaria e Embriaguez.
6. Contra o Luxo do Vestuário.
7. Da Oração.
8. Do Lugar e Tempo da Oração.
9. De como Orações e Sacramentos se devem administrar em língua conhecida.
10. Da reverente Estima à Palavra de Deus.
11. Das Esmolas.
12. Da Natividade de Cristo.
13. Da Paixão de Cristo.
14. Da Ressurreição de Cristo.
15. Da digna recepção do Sacramento do Corpo e Sangue de Cristo.
16. Dos Dons do Espírito Santo.
17. Para os dias de Rogações.
18. Do Estado do Matrimônio.
19. Do Arrependimento.
20. Contra a Ociosidade.
21. Contra a Rebelião.

Este Artigo é recebido nesta Igreja enquanto declara que os Livros das Homilias são explicações da Doutrina Cristã, e se destinam à instrução na piedade e moralidade. As referências à Constituição e Leis da Inglaterra são, porém, consideradas inaplicáveis às circunstâncias desta Igreja. Esta suspensa também a Ordem para leituras das referidas Homilias nas Igrejas até que se proceda a revisão que se impõem para livrá-las, tanto de palavras obsoletas, como das referências de natureza local.

XXXVI. DA SAGRAÇAO DE BISPOS E MINISTROS

O Livro de Consagração de Arcebispos e Bispos e ordenação de Presbíteros e Diáconos, acontecido no tempo do Rei Edward VI, contém todas as coisas necessárias à referida Consagração e ordenação; Não há nele coisa alguma que seja por si mesma supersticiosa e ímpia. Por conseqüência, todos aqueles que tenha sido consagrados ou ordenados segundo os ritos do referido Livro, desde o segundo ano do reinado do Rei Edward VI até os dias de hoje, ou que aos que forem consagrados e ordenados segundo os mesmo ritos, são e serão reta, canônica e licitamente consagrados e ordenados.

XXXVII. DO PODER DOS MAGISTRADOS CIVIS

A Majestade do Rei tem o supremo poder no Reino da Inglaterra, e nos outros seus domínios; pertence-lhe o supremo governo de todos os Estados do referido reino,assim eclesiásticos como civis, em todas as suas causas, e não é, e nem pode ser sujeito a nenhuma jurisdição estrangeira. Quando atribuímos à Majestade o Rei, o supremo governo (título que, segundo havemos alcançado, temos ofendido os ânimos de alguns caluniadores), não queremos dar aos nossos Príncipes a administração da Palavra de Deus, nem a dos Sacramentos, coisas que as mesmas ordenanças ultimamente promulgadas pela Rainha Elizabeth I, provam com maior evidência; mas unicamente a prerrogativa que nas Sagradas Escrituras vemos, foi sempre dada por Deus a todos os Príncipes piedosos; isto é, que todos eles governassem, mantendo em seu dever todos os estados e classes entregues por Deus a todos os Príncipes piedosos; isto é, que eles governassem, mantendo em seu dever todos os estados e classes entregues por Deus a seu cargo fossem eclesiásticos ou temporais, refreassem com espada civil os contumazes e malfeitores. O Bispo de Roma não tem jurisdição alguma no reino da Inglaterra.As leis do Reino poderão castigar os cristãos com pena de morte, por crimes graves e capitais. É lícito aos cristãos, por ordem do Magistrado, pegar em armas e servir nas forças armadas. As referências à Constituição e Leis da Inglaterra são porém, consideradas inaplicáveis em nosso país, tendo em vista a Constituição da República Federativa do Brasil, não aplicar a pena de morte por ser considerado inconstitucional.

XXXVIII. DE QUE NÃO SÃO COMUNS OS BENS ENTRE OS CRISTÃOS

As Riquezas e Bens dos cristãos não são comuns quanto ao direito, título e posse, como falsamente apregoam certos anabatistas. Todos, no entanto, das coisas que possuem, devem dar liberalmente ajuda aos pobres, segundo o seu poder.

XXXIX. DO JURAMENTO DE UM CRISTÃO

Assim como confessamos que o Juramento vão e temerário é proibido aos cristãos por nosso Senhor Jesus Cristo, e por Tiago, seu Apóstolo, assim também julgamos que a Religião Cristã de nenhum modo proíbe que uma pessoa jure quando o Magistrado o exige em causa de fé e caridade, contanto que isto se faça segundo a doutrina do Profeta, em justiça, juízo e verdade.

CONFIRMAÇAO DOS ARTIGOS

Este Livro dos referidos Artigos foi aprovado e confirmado para ser recebido e executado em todo o Reino, pelo assenso e consentimento da nossa Soberana, a Senhora dona Elizabeth I, pela graça de Deus, Rainha do Reino da Inglaterra, França, e Irlanda, Defensora Fé, etc. Os quais Artigos foram deliberadamente lido e de novo confirmados, e subscritos pela própria mão de todos os Arcebispos, e Bispos da Câmara Alta, e pelas assinaturas de todo o Clero da Câmara Baixa, na sua Convocação, no ano de nosso Senhor de 1571.

OS TRINTA E CINCO ARTIGOS DE RELEGIÃO DA IGREJA EPISCOPAL REFORMADA ARTIGOS DE RELIGIÃOCOMO O ADOTADO PELO CONSELHO GERAL DA IGREJA EPISCOPAL REFORMADA, NO DÉCIMO OITAVO DIA DE MAIO NO ANO DE NOSSO SENHOR DE 1875.

[Extraído das minutas do Terceiro Conselho Geral da Igreja Episcopal Reformada, convocado em Chicago a 18 de Maio de 1875].

Ao passo que, esta Igreja possui em sua Declaração de Princípios, proclamando sua crença nas Doutrinas da Graça essencialmente como foram expostas nos Trinta e nove Artigos; fica, portanto, Resolvido: Como sentido deste Conselho, que os Artigos relatados pelo Comitê de Doutrina e Adoração, e aceito neste Conselho, sejam e são pela presente adotados, como contendo essencialmente as grandes verdades conhecidas como “Doutrinas da Graça.” Resolvido: Que o preâmbulo e a resolução precedentes sejam impressas como uma Nota Preliminar aos Artigos de Religião.

Artigo I - DA SANTÍSSIMA TRINDADE

Existe apenas um Deus vivo e verdadeiro, o qual é espírito, eterno; de poder, sabedoria e bondade infinitos; o Criador e Preservador de todas as coisas, tanto das visíveis quanto das invisíveis. E na unidade desta Divindade, há três Pessoas, de uma substância, poder e eternidade; o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Artigo II – DA PALAVRA OU FILHO DE DEUS QUE FOI FEITO HOMEM

O Filho, que é a Palavra do Pai, gerado desde a eternidade pelo Pai, o Próprio e eterno Deus, de uma única substância com o Pai; tomou a natureza humana no ventre da virgem Maria abençoada, e da substância desta: de modo que, duas naturezas completas e perfeitas, isto é, a divina e a humana, foram unidas numa só Pessoa, para jamais serem separadas, a qual é o Cristo, verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem; que em verdade sofreu, foi crucificado, morto e sepultado, para satisfazer a justiça Divina, e para nos reconciliar com o Pai tornando-se um sacrifício, não somente pelo pecado original, mas também pelos pecados atuais de todos os homens.

Artigo III – DA RESSUREIÇÃO DE CRISTO E SUA SEGUNDA VINDA

Cristo verdadeiramente ressurgiu dentre os mortos e Seu Corpo, com carne, ossos e todas as demais coisas que pertencem à perfeição da natureza humana, com a qual ascendeu aos Céus, e onde se assentou, nosso Sumo Sacerdote e Advogado, à direita do Pai, de onde virá para julgar o mundo com justiça. Esta Segunda Vinda é a feliz esperança da Igreja. Os Céus o receberam, até o tempo da restituição de todas as coisas. Para aqueles que o procuram Ele aparecerá uma segunda vez sem pecado para a salvação. Então os corpos de nossa humilhação serão transformados e serão do mesmo modo como é o Seu glorioso Corpo. Ele tomará para Si seu grande poder e reinará até ter colocado todos os inimigos sob Seus pés.

Artigo IV – DO ESPÍRITO SANTO

O Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho, é da mesma substância, majestade e glória que as Deles, é o próprio e eterno Deus. É obra do Espírito Santo reprovar e convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo; tomar as coisas de Cristo e as manifestá-las aos homens; regenerar – fazendo com que os homens o desejem, guiando-os à fé em Cristo, para que forme Cristo neles a esperança da glória; compelindo-os com poder em seu interior, mostrando que Cristo pode habitar em seus corações pela fé; e assegurando que eles andem nos caminhos de Deus, o que se chama o Fruto do Espírito. A Igreja Verdadeira é, dessa maneira, chamada para fora do mundo, e é edificada para ser a habitação de Deus, através do Espírito.

Artigo V – DA SUFICIENCIA DAS SAGRADAS ESCRITURAS PARA A SALVALÇÃO

Toda a Escritura é inspirada por Deus – os Santos homens de Deus falaram como eles foram movidos pelo Espírito Santo: As Sagradas Escrituras são, portanto, a Palavra de Deus; Não só contém os Oráculos de Deus, mas também, é em si o próprio Oráculo de Deus. em conseqüência disto elas abrangem todas as coisas necessárias à salvação: de maneira que, qualquer coisa que não possa ser lida nelas, não poderá ser provado e não será requerido de ninguém, e isto não será crido como um artigo de fé, nem será requisito pensado ou necessário à salvação. Em nome das Sagradas Escrituras nós entendemos como sendo livros canônicos tanto os do Antigo quanto os do Novo Testamento, a saber:Do Antigo Testamento Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, Juizes, Rute, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis, 1 e 2 Crônicas, Esdras, Neemias, Ester, Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cantares, Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias. Do Novo Testamento Mateus, Marcos, Lucas, João, Atos dos Apóstolos, Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses, 1 e 2 Timóteo, Tito, Filêmon, Hebreus, Tiago, 1 e 2 Pedro, 1,2 e 3 João, Judas e Apocalipse. Os livros comumente chamados “Apócrifos” não são reconhecidos como Palavra de Deus e não são, portanto, para serem lidos nas Igrejas, nem serem usados ao estabelecer-se qualquer doutrina.

Artigo VI – DO ANTIGO TESTAMENTO

O Antigo Testamento não é contraditório ao Novo; porque tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, a vida eterna é oferecida por Cristo à humanidade, o qual é o único Mediador entre Deus e os homens, sendo ele Deus e homem. No entanto, os homens não procuram saber destas coisas e fingem que os Pais antigos procuraram somente promessas transitórias; e embora a Lei dada por Deus através de Moisés, com respeito a Cerimônias e Ritos, não ata aos Cristãos, nem os seus preceitos Civis devem por necessidade serem recebidos em qualquer comunidade; ainda que, com a exigência de viverem uma vida regrada, nenhum Cristão, seja quem for, está livre da obediência aos Mandamentos, os quais são chamados de Moral.

Artigo VII – DO PECADO ORIGINAL OU DE NASCIMENTO

O pecado original não permanece na descendência de Adão, como os pelagianos em vão proclamam; mas é, isto sim, a falta e a corrupção da natureza de cada homem, que naturalmente gerou-se da descendência de Adão, pelo qual o homem está completamente desviado da justiça original, e está por sua própria natureza inclinado para o mal, de maneira que, a carne deseja sempre o oposto do que quer o Espírito; e, portanto, cada pessoa nascida neste mundo é merecedora da condenação de Deus. Os homens são, como diz o Apóstolo, “por natureza os filhos da maldição.” E esta infecção da natureza permanece, mesmo naqueles que estão em Jesus Cristo, o Apóstolo confessa que a concupiscência ou desejo tem em si a natureza do pecadoArtigo

VIII – DA CONDIÇAO DO HOMEM POR NATUREZA

A condição do homem depois da queda de Adão é tal, que ele não pode voltar-se e preparar-se para a fé e invocar a Deus por meio do próprio esforço natural ou boas obras. Por conseguinte não temos poder de fazer boas obras agradando ou ser aceitável a Deus, sem a graça do mesmo, inclinando-nos primeiramente a Cristo, para que possamos ter uma boa vontade e fazer com que ele trabalhe conosco, quando tivermos aquela boa vontade.

Artigo IX – DAS OBRAS DIANTE DA JUSTIFICAÇAO

As obras que comumente são chamadas de boas diante da graça de Cristo e da inspiração de seu Espírito, não possuem natureza de obediência a Deus, pois que elas não resultam da fé em Jesus Cristo, e nem fazem com que os homens encontre o mérito ou o recebimento da graça.

Artigo X – DA REGENERAÇAO 0U NOVO NASCIMENTO

A regeneração é um ato criativo do Espírito Santo, pelo qual ele dá à alma uma nova vida espiritual.E todo aquele que crer em Cristo é nascido novamente, por que diz a Escritura, “todos vocês são filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus.”

Artigo XI – DA FÉ

A fé que trás a justificação é simplesmente a confiança ou dependência de Cristo, aceitando-o como o sacrifício por nossos pecados, e como, nossa justiça. Podemos, desse modo, acreditar em Cristo com temor ou com confiança; mas em um ou outro caso é a fé que salva. Se, ainda que com temor, confiamos nele por sua obediência por nós na morte, imediatamente entramos em comunhão consigo e somos justificados. Se, portanto, nós temos total confiança nele, então temos nós o conforto de nossa justificação. Tão somente pela fé em Cristo somos justificados e salvos.

Artigo XII – DA JUSTIFICAÇÃO DO HOMEM .

Nós somos perdoados e considerados justos diante de Deus unicamente por fé no mérito do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo; e de modo algum por nossas próprias obras ou merecimentos. Aquele que não conheceu pecado foi feito pecado por nós, para que pudéssemos nos tornar nele a justiça de Deus. Ele expôs os nossos pecados em seu próprio corpo. Nosso Pai celestial teve contentamento, por sua infinita misericórdia, sem que tivéssemos qualquer merecimento, proporcionou-nos o mais Precioso Sacrifício, que é o de Cristo, por meio do qual nosso resgate pôde ser completamente pago, sendo cumprida a Lei e a sua Justiça satisfeita inteiramente. De maneira que Cristo é em si mesmo a justiça de todos aqueles que verdadeiramente crêem Nele. Aquele que pagou seu resgate, por meio da morte. Aquele que cumpriu por todos a Lei em sua vida. De modo que agora, nele e por ele, todo cristão verdadeiro pode ser chamado de cumpridor da Lei: aquela pela qual somos justificados unicamente pela fé, e a sã doutrina que plenamente nos enche de conforto.

Artigo XIII – DO ARREPENDIMENTO

O arrependimento requerido pelas Escrituras, é uma mudança do espírito em direção a Deus, e é o efeito da convicção do pecado forjado pelo Espírito Santo. O não-convertido pode ter um senso de remorso ou de vergonha e auto-reprovação, contudo, ele não pode ter o espírito mudado em direção a Deus, nem qualquer tristeza real; porém, quando ele aceita a Cristo como seu Salvador, a partir de então, ele manifesta uma mudança de espírito e está em posse do arrependimento para a vida. O pecador não vem a Cristo através de um processo trabalhado de arrependimento e tristeza, mas ele vem a Cristo e se arrepende de uma vez por todas, por meio apenas do ato de crer. E jamais no futuro seu arrependimento será tão profundo, quanto a proporção de sua fé que é simples e inocente.

Artigo XIV – DA FILIAÇÃO DOS CRENTES

Os crentes em Cristo nascem de Deus, através do poder regenerador do seu Espírito, e são participantes da natureza Divina; por que se “aquele que é nascido da carne é carne,” então “aquele que é nascido do Espírito é espírito.”E todos aqueles que nascem de Deus são seus filhos, e herdeiros com Cristo; e, portanto, sem distinção de nome, irmãos com Cristo e uns com os outros.

Artigo XV – DAS BOAS OBRAS

Boas Obras, as quais são os frutos da Fé e seguem a Justificação, são agradáveis e aceitáveis a Deus em Cristo, e derivam necessariamente de uma fé verdadeira, a tal ponto que uma fé viva, por elas pode ser reconhecida, como uma árvore é reconhecida por seu fruto. Aqueles que crêem verdadeiramente buscarão fazer a vontade de Deus, e aqueles que assim não o fizerem, não serão considerados verdadeiros crentes.

Artigo XVI – DAS OBRAS DE SUPERERROGAÇÕES

Obras Voluntárias, além de, mais e acima dos Mandamentos de Deus, as quais se chamam Obras de Supererrogação, não podem ser ensinadas sem arrogância e impiedade. Porque por elas os homens declaram que não fazem apenas a Deus o tanto quanto são limitados a fazer, mas que fazem mais ainda por sua segurança do que o dever que lhes é requerido: ao passo que, Cristo diz, claramente, “quando fizerdes tudo aquilo que lhes são pedido, dizei, ainda somos servos inúteis.”

Artigo XVII – SALVAÇÃO SOMENTE EM CRISTO

As Sagradas Escrituras nos apresentam somente o Nome de Jesus Cristo por meio do qual os homens devem ser salvos. Sua obra foi acabada e completamente suficiente. Sem qualquer mérito ou merecimento de nossa parte, ele assegurou a seus crentes o perdão, a aceitação, a filiação, a santificação, a redenção e glórias eternas. Aqueles que nele crêem são nele completos. Eles são agora mesmo justificados e possuem uma salvação presente; embora em todo o tempo eles não possam ter a sensação de sua possessão.

Artigo XVIII – DA ELEIÇAO PREDESTINAÇÃO E LIVRE ARBÍTRIO

Enquanto as Escrituras expõem distintamente a eleição, predestinação e convoca o povo de Deus à vida eterna, como disse Cristo: “todo aquele que meu Pai me deu vem a mim;” elas não afirmam positivamente menos a livre ação e responsabilidade do homem e a salvação que é oferecida livremente através de Cristo.Esta igreja, por conseguinte, afirma apenas estas doutrinas como sendo a Palavra de Deus, expondo-as e submetendo-as ao juízo individual dos seus membros, como é ensinado pelo Espírito Santo; rogando-lhes estritamente ao que Deus ordenou a todos os homens em toda parte, a que se arrependam para que possam ser salvos somente pela fé em Jesus Cristo.

Artigo XIX – DO PECADO DEPOIS DA CONVERSÃO

A admissão do arrependimento não é para ser negada, assim como cair no pecado após a conversão: isto é, após ser estimulado na vida pelo Espírito Santo, aqueles que se voltaram para Deus pela fé em Cristo e têm sido trazidos para esta mudança de espírito, a qual é o arrependimento para a vida. Porque após termos recebido o Espírito Santo podemos através da descrença, falta de cuidado e mundanismo, cairmos em pecado, mas pela graça de Deus podemos nos erguer novamente, e consertarmos as nossas vidas; porém, o tal que cair será uma dolorosa desonra ao Senhor e grave prejuízo a todo o Corpo de Cristo.

Artigo XX – DE CRISTO ÚNICO SEM PECADO

Cristo, na verdade de nossa natureza, foi feito como a nós em todas as coisas, excetuando-se apenas o pecado, do qual foi claramente vazio, tanto na carne quanto em seu espírito. Ele veio para ser o Cordeiro sem mácula, que, pelo sacrifício de Si mesmo, feito de uma vez por todas, levaria o pecado do mundo; e o pecado (como disse São João) não estava nele. Mas todos nós, embora nascidos novamente em Cristo, ainda transgredimos em muitas coisas; e se dissermos que não temos pecado nos enganamos e a verdade não está em nós.

Artigo XXI – DA IGREJA

As almas dispersas em todo o mundo, que aceitam a Cristo pela fé, as quais são participantes do Espírito Santo e adoram ao Pai em espírito e em verdade, são o Corpo de Cristo, a Casa de Deus, o rebanho do Bom Pastor – a Santa, Igreja Católica. A Igreja visível de Cristo é uma congregação de fiéis na qual é pregada a pura Palavra de Deus e onde o Batismo e a Ceia do Senhor são devidamente ministrados de acordo com o mandamento de Cristo, em todas aquelas coisas que são necessárias como requisitos aos mesmos. E aquelas coisas que são consideradas requisitos às quais o próprio Senhor praticou e ordenou a si e confirmou a seus apóstolos. Como a Igreja de Jerusalém, Alexandria, Antioquia e Roma erraram: assim também outras erraram e podem errar, não somente em seu viver e maneira de conduzir cerimônias, mas também em questões de fé.

Artigo XXII – DA AUTORIDADE DE UMA IGREJA

Uma Igreja tem poder de decretar Cerimônias e estabelecer formas de adoração e leis para o governo e disciplina de seus membros e de declarar sua própria fé; contudo, não é legítimo a uma igreja ordenar ou decidir algo que seja contrário à Palavra Escrita de Deus, nem pode assim explicar um lugar da Escritura que seja contrário a um outro. E como a Igreja não deve decretar algo contra si mesma, também, a mesma não deve forçar algo para ser crido como sendo necessário a salvação. O Credo Niceno, como exposto no Livro de Oração Comum desta igreja e o que é conhecido como Credo Apostólico deve ser recebido e crido; porque ele pode ser provado pelas Sagradas Escrituras.

Artigo XXIII – DA AUTORIDADE DOS CONCÍLIOS GERAIS

Os Conselhos Gerais (pois que são uma assembléia de homens, os quais não são todos governados pelo Espírito e pela Palavra de Deus), podem errar e por vezes têm errado, não somente em questões seculares, mas também em coisas pertinentes a Deus. Por conseguinte, as coisas ordenadas por eles como necessárias à salvação não são seguras, e como tais sobre a consciência de um cristão, a menos que possam ser provadas que são extraídas das Sagradas Escrituras. Nenhuma lei ou autoridade pode ultrapassar a responsabilidade individual, e, portanto, o direito de julgamento privado. Pois, o cristão individual, como afirma notoriamente Cristo, será julgado pela Palavra. A única Regra de Fé é a Palavra escrita de Deus.

Artigo XXIV – DO MINISTÉRIO NA CONGREGAÇÃO

Aqueles que se encarregam do ofício da pregação ou ministram as ordenanças na Congregação, devem ser legitimamente convocados e enviados para tal função. E aqueles que nós devemos julgar legitimamente convocados e enviados, devem ser movidos para esta obra pela Escritura Sagrada e devidamente creditados pelo povo do Senhor. A doutrina da “Sucessão Apostólica,” pela qual se ensina que o ministro da Igreja de Cristo deve ser escolhido através de uma série de ordenações ininterruptas, quer seja por toque ou outro meio, e que sem a mesma não pode haver ministro válido, nem Igreja Cristã e nem administração devida do Batismo e da Ceia do Senhor é completamente rejeitada como não escritural e produto de grande discórdia. Esta igreja valoriza seu ministério histórico, porém, reconhece e honra do mesmo modo como igualmente válido o ministério de outras igrejas, até onde Deus, o Espírito Santo, tenha acompanhado suas obras com demonstração e poder.

Artigo XXV – DOS SACRAMENTOS

Pela palavra Sacramento esta Igreja entende como significando somente um símbolo ou signo divinamente designado.Nosso Senhor Jesus Cristo reuniu seu povo numa companhia visível através dos Sacramentos, a maior parte em número reduzido, mais fácil de se manter, mais excelente em questão de significação, a saber: o Batismo e a Ceia do Senhor. Os cinco assim chamados sacramentos, isto é, Confirmação, Penitência, Ordens, Matrimônio e Extrema Unção, não devem ser listados com os Sacramentos do Evangelho, sendo que se desenvolvem em parte dos seguidores corruptos dos Apóstolos, e em parte são estados de vida permitidos pelas Escrituras, contudo, não possuem a natureza dos Sacramentos, como o Batismo e a Ceia do Senhor, porque aqueles não têm qualquer sinal visível ou cerimônia ordenada por Deus. Dessa maneira, o Batismo e a Ceia do Senhor são tomados por mérito para proveito espiritual e não através da obra trabalhada, forjada (ex opere operato) como alguns homens proclamam. Tal dizer é estranho e desconhecido às Sagradas Escrituras, não geram boas coisas, mas sim, um sentido de superstição. Após recebermos os primeiros de modo correto, confirmada a fé e tendo a graça aumentada pela virtude da oração a Deus. Mas aqueles que os recebem sem o devido direito trás, como disse S. Paulo, juízo sobre si mesmo; ao passo que, é igualmente verdade que ninguém cônscio da indignidade é excluído do recebimento deles, se confiam no Senhor Jesus Cristo como o único meio para a Salvação.

Artigo XXVI – DO BATISMO

O Batismo representa a morte dos crentes juntamente com Cristo, e no ressurgir com Ele para uma novidade de vida. É um sinal de profissão, por meio do qual declaramos publicamente nossa fé Nele. Tem a intenção de ser um sinal da regeneração ou novo nascimento. Aqueles que são batizados são enxertados na Igreja visível: as promessas do perdão dos pecados e da adoração como filhos de Deus através do Espírito Santo, são visivelmente expostas. O Batismo de crianças pequenas é conservado nesta Igreja, em concordância ao costume antigo e não contrário ao Mandato do Espírito.

Artigo XXVII – DA CEIA DO SENHOR

A Ceia do Senhor é um memorial de nossa Redenção por intermédio da morte de Cristo, pois, fazendo isto, representamos a morte do Senhor até que Ele retorne novamente. É, também, um símbolo do alimentar a alma em Cristo. E um sinal da comunhão que devemos ter uns com os outros. A Transubstanciação (ou a transformação da essência do pão e do vinho no próprio Corpo e Sangue de Cristo) na Ceia do Senhor, não pode ser provada pelo Mandamento do Espírito Santo, é contrária às francas palavras das Escrituras, destrói a natureza do Sacramento, e oferece ocasião para muitas idólatras vãs superstições.A Consubstanciação (ou a doutrina de que Cristo é velado sob o pão e o vinho imutáveis, e que seu próprio Corpo e Sangue estão presentes no local e separados um do outro) é inteiramente desqualificada pelas Escrituras, e é contraditória ao fato de que Cristo, tendo ressuscitado, não morre mais, e, é produtora igualmente à transubstanciação de erros e práticas idólatras. Nós nos alimentamos de Cristo somente através de sua Palavra, e somente pela fé e pela oração; também nos alimentamos Dele, em nossas devoções particulares, em nossas meditações, em qualquer ocasião de adoração pública ou no simbolismo memorial da Ceia. Os elementos da Ceia do Senhor não foram por ordem de Cristo designado a serem reservados, carregados em procissão, exaltados ou adorados.

Artigo XXVIII – DOS GÊNEROS

O Cálice do Senhor não deve ser negado a ninguém do seu povo, porque tanto o pão quanto o vinho, pela ordem e mandato de Cristo, devem ser ministrados a todos os cristãos indistintamente.

Artigo XXIX – DAS PESSOAS INDIGNAS QUE MINISTRAM NA CONGREGAÇÃO

Embora na Igreja visível o mau esteja sempre misturado ao bom e, às vezes, o mal tem autoridade de líder na ministração da Palavra e das ordenanças: pois eles não fazem em seu próprio nome mas no de Cristo, o fiel não se priva dos benefícios das ordenanças de Deus; porque, embora sejam ministrados por homens maus, os fiéis ainda são a instituição de Cristo e exteriorizam sua promessa. Contudo, é pertinente à disciplina da Igreja, que seja feita uma investigação dos maus ministros e que sejam apontados por aqueles que tem conhecimento de suas ofensas: e, por fim, por justo julgamento, mostrando-se culpados, sejam depostos.Artigo

XXX – DA ÚNICA OBLAÇAO DE CRISTO CONSUMADA NA CRUZ

A oferta de Cristo uma vez feita é a perfeita redenção, propiciação e satisfação, por todos os pecados do mundo, tanto o original quanto o atual; e não existe nenhuma outra satisfação pelo pecado, mas somente esta. E como só há este único sacrifício na Igreja Cristã, uma vez realizado, jamais será repetido, desse modo, só há apenas um Sacerdote, o próprio Jesus Cristo, o Apóstolo e Sumo Sacerdote de nossa profissão de fé. Em conseqüência disto, os sacrifícios das missas nos quais comumente se diz que o sacerdote oferece Cristo pelos vivos e pelos mortos, pela remissão da dor e da culpa, ou qualquer representação da Ceia do Senhor como um sacrifício, são fábulas blasfemas e enganos perigosos.

Artigo XXXI – DE CERTAS DOUTRINAS E PRÁTICAS ERRÔNEAS

As doutrinas romanistas com relação ao purgatório, penitência e satisfação não possuem base na Palavra de Deus, e são, além disso, contraditórias à completude e suficiência da redenção de Cristo Jesus, da justificação pela fé e da eficácia da santificação do Espírito Santo de Deus. Orar para os mortos é uma tradição humana, em vão inventada e é uma violação às expressas exortações do Deus Todo-Poderoso aos negligentes e não-convertidos. A adoração de relíquias e imagens e a invocação dos santos, além de não terem base nas Escrituras são práticas idólatras que desonram ao Deus verdadeiro e comprometem a mediação de Cristo. Também é contraditório à Palavra de Deus, ter oração pública na igreja ou ministrar ordenanças numa língua não compreensível ao povo.

Artigo XXXII – DA CONFISSÃO E ABSOLVIÇÃO

A confissão privada dos pecados a um sacerdote, comumente conhecida como Confissão Auricular, não tem fundamento na Palavra de Deus e é uma invenção humana. Torna o penitente professo um escravo à mera autoridade humana, enreda-o em escrúpulos e perplexidades sem fim e abre o caminho para muitas imoralidades.Se alguém peca contra o seu próximo, as Escrituras requerem que ele se confesse à parte ofendida, e desse modo, ao pecar trás escândalo à sociedade cristã da qual este é um membro. E os cristãos podem com freqüência e com notória utilidade confessar uns aos outros seus pecados, com o único intuito de levar à instrução, correção, direção e encorajamento na justiça. Contudo, em todo e qualquer caso a confissão deve ser feita a Deus, porque todos os pecados, na verdade, são cometidos contra Ele, tanto os que ofendem ao nosso próximo quanto aos que ofendem somente a Deus. A absolvição sacerdotal é uma blasfêmia, usurpação da única prerrogativa de Deus. Ninguém pode perdoar os pecados contra Deus senão Ele mesmo. Somente o Sangue de Jesus Cristo purifica-nos do pecado, e sempre obtemos perdão diretamente de Deus, sempre que pela fé neste Sangue nos aproximarmos Dele com nossas confissões e orações.

Artigo XXXIII –DO MATRIMÔNIO DOS MINISTROS

Os Ministros Cristãos não são condenados pela Lei de Deus a fazer o voto de celibato ou abster-se do matrimônio; e, portanto, lhes é legítimo, assim como para os demais cristãos casarem-se ou não, por sua própria vontade.

Artigo XXXIV – DO PODER DA AUTORIDADE CIVIL

O poder do Magistrado Civil estendido a todos os homens, tanto aos Ministros como ao Povo, concernente a todas as coisas temporais; não tem, no entanto, autoridade com relação às coisas puramente espirituais. E sustentamos ser o dever de todos os homens que professam o Evangelho, oferecer respeitosa obediência à autoridade civil que seja regularmente e legitimamente constituída.

Artigo XXXV – DOS BENS DOS CRISTÃOS

As riquezas e bens dos Cristãos não são de uso comum, mas propriedade destes, e devem ser controladas e usufruídas de acordo com seu juízo Cristão. Todo homem deve sobre as coisas que possui dar de bom grado esmolas aos pobres, de acordo com sua disposição; e como um mordomo de Deus, deve usar de seus meios e influências na promoção da Causa da verdade e da justiça, para a glória de Deus.

DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS DA IGREJA EPISCOPAL REFORMADA

Adotado em 2 de Dezembro de 1873, pela Igreja Episcopal Reformada dos Estados Unidos. Confirmado no Concilio no II Concilio Geral da Igreja Episcopal Reformada no Brasil, realizado na cidade de São Paulo no dia 21 de abril de 2002.

I. A Igreja Episcopal Reformada sustentando “a fé uma vez entregue aos santos”( Judas1:3), declara sua convicção nas Sagradas Escrituras do Antigo e Novo Testamentos como a Palavra de Deus e a única regra de fé e prática; no Credo comumente chamado Credo dos Apostólos”, na divina instituição do sacramento do Batismo e da Ceia do Senhor; nas doutrinas da Graça substancialmente como se acham expostas nos Trinta e Nove Artigos de Religião.

II. Esta Igreja reconhece e adere ao episcopado, não como de direito divino, mas como uma forma muito antiga de governo da Igreja.

III. Esta Igreja, retém uma liturgia que não será imperativa nem repressiva da liberdade na oração; aceita O Livro de Oração Comum como se acha revisado, proposto e recomendado para uso pela Convenção Geral da Igreja Protestante Episcopal, em 1785 E.c. reservando plena liberdade de alterar, abreviar, ampliar e emendar o mesmo como parecer mais condizente com a edificação do povo, “contanto que a substância da fé seja conservada íntegra.”.

IV. Esta igreja condena e rejeita as seguintes doutrinas errôneas e estranhas como sendo contrárias à Palavra de Deus:Primeira – Que a Igreja de Cristo existe numa única ordem de governo eclesiástico. Segunda – Que os ministros cristãos são “sacerdotes” num sentido além daquele no qual os crentes são “sacerdócio real”. Terceira – Que a Mesa do Senhor é um altar so qual a oblação do Corpo e do Sangue de Cristo é oferecido de novo ao Pai. Quarta – Que a presença de Cristo na Ceia do Senhor é uma presença nos elementos do Pão e do Vinho.Quinta - Que a Regeneração está inseparavelmente conectada com o batismo.

OS CREDOS DA IGREJA CRISTÃ

Como resposta à Proclamação da Palavra de Deus, a Congregação pode fazer uma afirmação que expressa a fé da Igreja de Jesus Cristo no Evangelho. O Credo Niceno-Constantinopolitano ou o Credo Anglicano Reformado é especialmente apropriado, quando a Ceia do Senhor ou Santa Comunhão for celebrada; e o Credo dos Apóstolos, por ocasião do Sacramento do Santo Batismo.

SYMBOLUM APOSTOLORUM (séculos II e IV da E.c.).

Credo dos ApóstolosConfissão de fé ocidental que data do 3º. Século da Era comum, e está associado com o batismo, inicialmente aceito como resultado do trabalho dos doze Apóstolos contendo doze afirmações de fé na doutrina e crenças pregadas pelos Apóstolos de Jesus Cristo. As Igrejas provenientes da Reforma sempre manteve em seus manuais litúrgicos como uma afirmação da fé cristã.

CREDO APOSTÓLICO

Creio em Deus, Pai Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, Seu Único Filho, nosso Senhor; o Qual foi concebido por obra do Espírito Santo. Nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressuscitou ao terceiro dia; subiu ao Céu e está sentado à mão direita de Deus Pai,Todo-Poderoso; donde há de vir para julgar os vivos e os mortos.Creio no Espírito Santo; na santa Igreja Católica – a comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo e na vida eterna.Amém.

CREDO NICENO CONSTANTINOPOLITANO (325-381, E.c.)

O primeiro Credo ecumênico da Igreja que resultou dos trabalhos do Concílio de Nicéia (325,E.c.) e de algumas adaptações feitas pelo Concílio de Constantinopla (381, E.c.).Daí ser conhecido como “Credo Niceno Constantinopolitano”, que é um dos Credos que recitamos em nossos cultos atualmente.O Credo Niceno Constantinopolitano, é uma afirmação de fé contra as heresias que a Igreja teve que enfrentar no decorrer dos séculos. É o símbolo triunfante de nossa fé na Santíssima Trindade.

CREDO NICENO-CONSTANTINOPOLITANO

Creio em um só Deus, Pai, Onipotente, Criador do céu e da terra, e de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus; gerado do Pai antes de todos os séculos; Deus de Deus; Luz de Luz; Deus Verdadeiro, de Verdadeiro Deus; gerado não criado;consubstancial com o Pai; por Quem todas as coisas foram feitas; o Qual, por nós homens e pela nossa salvação desceu do céu, e encarnou, por obra do Espírito Santo, da virgem Maria, e foi feito homem; foi também crucificado por nós, sob o poder de Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado, e, ao terceiro dia, ressuscitou, conforme as Escrituras;subiu ao Céu, e está sentado à direita de Deus Pai; e virá outra vez, com glória, para julgar os vivos e os mortos; e o Seu Reino não terá fim. Creio no Espírito Santo, Senhor, doador da vida, procedente do Pai [e do Filho]; o Qual com Pai e o Filho, juntamente é adorado e glorificado; o Qual falou através dos profetas; Creio na Igreja, una, santa, Católica e Apostólica; Reconheço um só batismo para a remissão de pecados.Espero a ressurreição dos mortos, e a vida do mundo vindouro. Amém

SYMBOLUM ATHANASIANUM

Quicúmque Vult (séculos IV e V)Credo de santo Atanásio. Um dos três grandes Credos ecumênicos que a cristandade ocidental utiliza como profissão de fé ortodoxa composta por quarenta cláusulas divididas em duas seções, sendo uma sobre a Trindade e a outra sobre a fé da Igreja na encarnação, o Credo Atanasiano também é conhecido como “Símbolo quicúmque”. Hoje é usado somente em liturgias luteranas e anglicanas. A Igreja Episcopal Reformada no Brasil, adota também este Credo por considerar a mais consistente apologia da doutrina da Trindade.

CREDO ATANASIANO

Aqueleque quiser ser salvo, antes de tudo, deverá ter a verdadeira fé católica. Aquele que não a conservar em sua totalidade e pureza, sem dúvida, perecerá eternamente.E a verdadeira fé católica é esta: Que honremos um Único Deus na Trindade e a Trindade na unidade, não confundindo as Pessoas nem dividindo a substância divina.Pois uma é a pessoa do Pai; outra, a do Filho; e, a outra, a do Espírito Santo. Mas o Pai, o Filho e o Espírito Santo são um único Deus, iguais em glória e majestade eterna. Qual o Pai, tal o Filho, tal o Espírito Santo.O Pai é incriado, o Filho é incriado, o Espírito Santo é incriado. O Pai é incomensurável, o Filho é incomensurável, o Espírito Santo é incomensurável.O Pai é eterno, o Filho é eterno, o Espírito Santo é eterno. Contudo, não são três eternos, mas Um Único eterno. Do mesmo modo, não são três incriados nem três incomensuráveis, mas Um Único incriado e Um Único incomensurável.Da mesma maneira, o Pai é Todo-Poderoso, o Filho é Todo-Poderoso, o Espírito Santo é Todo-Poderoso.Contudo, não são três Todos-Poderosos, mas um Único Todo-Poderoso. Assim, o Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus; Todavia, não são três Deuses, mas um Único Deus. Deste modo, o Pai é SENHOR, o Filho é Senhor, o Espírito Santo é Senhor; entretanto, não são três Senhores, mas um Único SENHOR. Visto que, segundo a verdade católica, nos importa confessar cada Pessoa por sua vez como sendo Deus e Senhor, és-nos proibido, pela fé católica dizer que há três Deuses e três Senhores. O Pai por ninguém foi feito nem criado nem gerado. O Filho provém apenas do Pai, não foi feito nem criado, mas gerado. O Espírito Santo não foi feito nem criado nem gerado pelo Pai e pelo Filho, mas dEles procede. Logo, é um Único Pai, não são três Pais; um Único Filho, não três Filhos; um Único Espírito Santo, não três Espíritos Santos. E, nesta Trindade, nenhuma Pessoa é anterior ou posterior; nenhuma maior; nenhuma menor; mas todas as três Pessoas são coeternas e iguais entre Si, de modo que, como foi dito, em tudo seja honrada a Trindade na Unidade e a Unidade na Trindade.Portanto, quem quiser ser salvo, deverá pensar assim da Trindade. Entretanto, é necessário, para a salvação eterna, crer também fielmente na encarnação de nosso Senhor Jesus Cristo.Esta é, portanto, a fé verdadeira: Cremos e confessamos que nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, é Deus e Homem. É Deus na substância do Pai, gerado antes dos séculos, e Homem da substância de sua mãe, nascido no tempo. Deus perfeito e Homem perfeito, subsistindo em alma racional e carne humana. Igual ao Pai, segundo a divindade, e menor do que o Pai, segundo a sua humanidade. Ainda que é Deus e Homem, nem por isso são dois, mas um Único Cristo. Um só, não pela transformação da divindade, mas mediante a recepção da humanidade da divindade, mas por assumir sua humanidade em Deus. Ele é um de fato, não pela confusão da substância, mas pela unidade da pessoa. Porque assim como alma racional e corpo formam um homem, assim também Deus e homem formam um Cristo. Ele sofreu para nossa salvação, desceu ao inferno, ressuscitou dos mortos, ascendeu aos céus, e assentou-se à mão direita do Pai. Ele virá de lá para julgar vivos e mortos.l Quando ele vier, todos o9s homens vão ressuscitar novamente com seus novos corpos e vão prestar constas de seus próprios atos. Aqueles que tiverem feito o bem, irão para a vida eterna, aqueles que tiverem feito o mal irão para o fogo eterno. Esta é a fé católica. A menos que alguém creia nela fielmente e firmemente, não pode ser salvo.

CREDO EPISCOPAL REFORMADO (1999 E.c.)

O Credo Episcopal Reformado é uma declaração de fé resumida da teologia reformada proclamada pela Igreja Episcopal Reformada no Brasil. É um dos quatro Credos adotados pela Igreja no Brasil, com destaque exclusivo para a Igreja brasileira. Este Credo afirma sua fé na doutrina da Santíssima Trindade, na suficiência do sacrifício de Cristo, na Sua ressurreição física, ao terceiro dia, cumprindo assim, as Escrituras à seu respeito, e a crença na Segunda vinda de Cristo em glória e majestade, na Eleição e predestinação, a Comunhão dos santos, representado na crença de um único batismo, onde todos os verdadeiros cristãos são convidados à Mesa do Senhor independente de sua denominação, em um ecumenismo bíblico e verdadeiro, não de retórica como ensinado pelo falso movimento ecumênico, a certeza e segurança da salvação eterna somente por Cristo, na unidade visível da Igreja de Deus, na catolicidade e apostolicidade da Igreja, e a esperança do mundo vindouro. CREDO ANGLICANO REFORMADOCredo oficial da Igreja do Brasil)CREIO EM DEUS, PAI TODO-PODEROSO, Criador de todo o universo, Senhor Soberano, e Autor da nossa eterna salvação. Creio no nascimento virginal de Jesus Cristo, Filho de Deus, nosso Salvador, e que Ele viveu para nosso exemplo e morreu para nossa salvação. Creio que o Seu sacrifício na cruz foi perfeito, completo e eterno. Creio que o mesmo Senhor, que foi crucificado, morto e sepultado, ressuscitou fisicamente dentre os mortos ao terceiro dia, e virá outra vez em glória e majestade. Creio no Espírito Santo, nosso Mestre, Consolador e Santificador. Creio que Deus nos escolheu antes da criação do mundo para sermos santos e irrepreensíveis diante dEle no amor. Creio que, de antemão, Ele nos conheceu, e também nos predestinou para sermos conformes à imagem de Seu Filho. Creio na Santíssima Trindade, o sagrado mistério da fé. Creio na presença real, verdadeira e espiritual de Jesus Cristo. Creio que esta presença traz paz, certeza e segurança da vida eterna, e que juntos, sentaremos à Mesa da Comunhão, e, como família de Deus participaremos do mesmo Pão e do mesmo Cálice; Creio na unidade espiritual da Igreja de Deus, uma, santa, católica e apostólica. Creio na ressurreição dos mortos e na vida eterna. Amém.

LITURGIA



LITURGIA DA IGREJA

PORQUE UTILIZAMOS O LIVRO DE ORAÇÃO COMUM?

A Igreja Anglicana Reformada é uma igreja caracteristicamente litúrgica. Aqui estão algumas das razões do porquê utilizarmos o Livro de Oração:

EVIDÊNCIA DA PRÁTICA ESCRITURAL

As formas pré-ordenadas de louvor e oração foram utilizadas nos serviços de adoração descritos na Bíblia. No sexto capítulo do Livro de Números, Deus dá a Moisés esta ordem “Fale a Aarão e a seus filhos, dizendo Deste modo abençoareis aos filhos de Israel, dizendo-lhes,” e em seguida dá-se a benção que continuou em uso pela Igreja. No décimo primeiro capítulo do Livro de Números, Moisés é descrito como se utilizando de uma forma fixa de palavras sempre que a Arca da Aliança é posta diante do povo e sempre que ela descansa de sua marcha. Quando Salomão ofereceu sua oração dedicatória no templo, ele se utilizou da mesma linguagem escrita e preparada por seu pai, Davi, na geração precedente. (Compare II Cr 6.41 com o Sl 132) Muitos dos Salmos eram recitados ou cantados em uníssono ou responsoriamente na adoração do Antigo Testamento.Os Salmos foram utilizados também para a adoração na igreja cristã primitiva, “que a palavra de Cristo habite em vós abundantemente em toda sabedoria; ensinando e admoestando uns aos outros com Salmos, hinos e canções espirituais, cantando em vossos corações com graça ao Senhor.” (Col. 3.16) A adoração na Sinagoga no tempo do ministério de Jesus era litúrgica. Jesus conformou-se a esta adoração. “E como era seu costume, veio a sinagoga no dia de Sábado e aprontou-se para a leitura.” (Lc 4.16) Jesus também deu aos seus discípulos uma oração para ser utilizada na Igreja. Nós dizemos “na igreja,” pois a oração é para uso público como se indica pelos pronomes plurais. No décimo primeiro capítulo do Evangelho de Lucas nós lemos que, em resposta à questão que Jesus ensina os discípulos a orar, Ele diz, “quando orardes, dizei,” e em seguida dá-se a forma de petições que é conhecida como a Oração do Senhor. É bastante evidente que a Igreja Apostólica utilizou-se das formas fixas. Em Antigo Testamento 2.42, Lucas conta-nos que os crentes, “continuaram diligentemente no ensino e na comunhão dos Apóstolos no partir do pão e nas orações. Certamente esta é a evidência mais forte e convincente das Escrituras de que as formas fixas de adoração estão em harmonia com o ensino e práticas bíblicas.

PARTICIPAÇÃO CONGREGACIONAL

Um dos grandes êxitos da Reforma Protestante foi a provisão de uma liturgia responsória para as pessoas. Lutero preparou formas de adoração para a Alemanha. J. Knox para a Escócia e os Reformadores suecos seguiram seus exemplos. Calvino esteve entre os primeiros a perceberem o valor das formas fixas e concedeu uma liturgia para as igrejas da Suíça. Estas liturgias em linguagem popular asseguraram a participação inteligente dos adoradores. Ao utilizar o Livro de Oração, as pessoas unem-se ao ministro em Confissão Geral, Ação de Graças, Cantos de Louvor, Leitura de Versículos, Salmos e acrescentam seu “amém” às orações que o ministro oferece, fazendo com que elas sejam suas orações. A adoração é responsória do início ao fim, sendo verdadeiramente um serviço de “oração comum.” Em contraste com as igrejas que utilizam “métodos extemporâneos” ou aquelas nas quais somente o ministro atua e deixa pouca participação às pessoas. Ao proporcionar meios comuns e uniformes de adoração, o Livro de Oração tende a unir a todos os membros da Igreja individual e a denominação numa só comunhão e lealdade. Ele previne a exposição das pessoas contra influências doutrinais, modos variados e peculiaridades pessoais do ministro. O Livro de Oração apela aos idosos por causa da sua forma imutável de palavras e apela à juventude pela sua provisão com uma participação ativa. O Livro de Oração Comum, proporciona adoração simultânea da parte do ministros e dos demais.

VALOR DO ENSINO

A utilização do Livro de Oração promove a reverência na adoração cristã de Deus. A crítica que se faz, às vezes, é que as formas ordenadas de oração afetam a sinceridade e a liberdade do indivíduo. Isto não ocorre necessariamente, pois os hinos pré-escritos não destroem a sinceridade de nossos louvores, e as orações pré-escritas também não destruirão a sinceridade de nossas súplicas. De uma forma ou de outra a atitude espiritual do adorador é de suma importância. Uma oração extemporânea pode ser incoerente, desbalanceada e conter repetições a ponto de causar aborrecimentos, ao passo que a forma litúrgica proporciona ordem, razão e coerência de pensamento. O Livro de Oração mantém o adorador sempre atento ao Calendário Litúrgico que enfoca os grandes eventos da Vida de Cristo e as doutrinas essenciais de nossa Fé Cristã. O que poderia ser mais apropriado do que ter cada elemento do serviço de adoração tais como hinos, porções das Escrituras, coletas e etc. em harmonia com o calendário Cristão? Uma congregação que siga tal plano tem a oportunidade de apreciar mais plenamente o rico significado do Advento, Natal, Epifania, Quaresma, Páscoa, Pentecostes e Ano Novo, combinando os dois elementos mais importantes, ou seja, doutrina e adoração. O valor do Livro de Oração não pode ser negado. COMPREENSIVIDADEO Livro de Oração Comum proporciona uma ampla variedade de orações. Elas expressam os variados elementos da adoração, arrependimento, confissão, perdão, intercessão e ações de graças. As Coletas (breves orações) são fornecidas para todos os dias do Ano Litúrgico. Petições especiais e convenientes para cada ocasião são proporcionadas pela oração comum. Além disso, o Livro de Oração da Igreja Episcopal Reformada indica um lugar definido nas Orações Matutina e Vespertina, para orações extemporâneas conforme requerer a ocasião. Há provisão também para a adoração em família. As súplicas da Litania são expressas no rico e expressivo Inglês do século XVI, são todas inclusivas e amplas e expressam os desejos básicos e necessários do adorador Cristão. Nas Orações Matutinas e Vespertinas uma porção diferente do Saltério é indicada para cada Domingo do ano. Uma Leitura das lições das Escrituras tanto do Antigo quanto do Novo Testamento cobrem um ciclo de três anos e apresentam à congregação uma visão compreensiva e detalhada da Bíblia.

ÊNFASE BÍBLICA

Um exame cuidadoso do Livro de Oração revela que mais de setenta por cento do seu conteúdo é de palavras das Escrituras, enormes passagens dos Salmos, Evangelho e Epístolas. Além disso, fornece-se lições das Escrituras do Antigo e do Novo Testamentos. Mais ainda, as orações são baseadas nos claros ensinamentos de várias porções da Palavra de Deus.

CONCLUSÃO

Uma apreciação e consideração destes fatos, deve infundir um grande respeito e amor por este Guia de Orações, o chamado O Livro de Oração Comum da Igreja Episcopal Reformada.