Friday, October 13, 2006

DOCUMENTOS CANÔNICOS


MENSAGENS EPISCOPAIS

MENSAGEM EPISCOPAL nº 0001/2006

04 de junho de 2006.Dia de Pentecoste.

REF./ AS RELAÇÕES INTER ECLESIÁSTICASA VISÃO REFORMADA DA IGREJA

"Graça a vós e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo" (Colossenses 1.2.)Prezados irmãos e irmãs e a toda Igreja de Deus!Estamos empreendendo uma jornada longa e difícil nestes tempos em que estamos vivendo, quando igrejas se multiplicam a cada dia, torna-se mais complexas as nossas decisões de caminhada dentro da visão bíblica da Igreja.Precisamos discernir os tempos em que estamos vivendo, e com um espírito desarmado de quaisquer preconceito empreender uma verdadeira batalha em defesa da "verdadeira fé uma vez confiada aos santos"(Judas 3) porém, sem excluir a possibilidade de encontrar cristãos genuínos em outras comunidades ou Igrejas cristãs. A Igreja Anglicana Reformada é uma igreja inclusiva, e pelo fato de sermos anglicanos não temos como fugir desta realidade, outrossim, temos a consciência de que estamos vivendo em uma pluralidade de expressões religiosas, e muitas das vezes estas expressões não são condizentes com o espírito da Ortodoxia bíblica da Reforma, e do Anglicanismo Histórico. Desde a sua fundação em 1998, foi sempre o desejo de seus fundadores manter a acesa a fé reformada numa expressão puritana das Escrituras, sem se esquecer que a Igreja caminha na luz da Palavra de Deus, tendo em vista a direção do Espírito Santo, e que Seus Dons e Ministérios são importantes e essências na vida da Igreja. Os Trinta e Nove Artigos de Religião, os Credos ecumênicos, e a Declaração de Princípios adotada em 2 de Dezembro de 1873 nos Estados Unidos da América, pelos pais reformados, e ratificados no Brasil em 2002, constituem-se na base normativa para quaisquer diálogo ou processo de inter-Comunhão ou mesmo de plena Comunhão com qualquer Igreja ou denominação. O púlpito é de exclusiva responsabilidade dos seus párocos e ministros devidamente autorizados para os ofícios e Sacramentos. Portanto não deverão ser franqueados a pessoas de caráter duvidoso e de posição doutrinária contrária aos estabelecidos na Declaração de Princípios em todos os seus artigos. (Livro de Oração Comum, pg.15- 1ª Edição-2005)Cremos nas Sagradas Escrituras canônicas, como único guia infalível para o homem, e que ela é divinamente inspirada, autêntica, e que não contém erros e suas verdades são inalteráveis. Cremos que a Palavra de Deus não pode falhar, Seus ensinos são puros, retos e justos e que nada se lhe deve acrescentar ou subtrair. Nenhum escrito poderá substituir as Escrituras em matérias de fé e práticas na vida cotidiana, na liturgia e adoração. Cremos que somente aqueles que nasceram de novo, e foram unidos à Cristo, serão salvos, e que esta salvação não dependem de obra alguma, mas somente no sacrifício de Cristo, feito uma vez para sempre. Cremos na divina instituição do Sacramento do Batismo administrados uma única vez, por ministros devidamente comissionados e ordenados para este santo serviço, de acordo com a ordem bíblica de acordo com a ordenança de nosso Senhor Jesus Cristo dado aos Seus Apóstolos. Portanto, a Igreja Anglicana Reformada não pratica o re-batismo de crentes praticados em nome da Trindade, e que seus ministros sejam devidamente comissionados. A Ceia do Senhor representada no Pão e no Vinho é um memorial sacramental, onde o crente recebe pela fé o Corpo e o Sangue do Senhor, portanto, todo aquele que estando em plena comunhão com Cristo, e consciente da suas responsabilidades como membro do Corpo de Cristo, são amavelmente convidados à Mesa do Senhor. O ministério ordenado é uma combinação de preparo e vocação, e que depois de serem provados, de acordo com os ensinos apostólicos são admitidos às Sagradas Ordens de Bispos, Presbíteros e Diáconos. A doutrina da Sucessão Apostólica na Igreja Anglicana Reformada é considerada como uma marca de sua autenticidade. Portanto, todos aqueles que desejarem servir a Deus como ministros, deverão ser ordenados de acordo com a tradição Apostólica. A Igreja não concederá títulos de ministros em hipótese alguma por atestados, cartas ou outros documentos, que não sejam expedidos depois de acurada prova de caráter e santificação, devendo os mesmos ser ordenados por bispos fiéis e devidamente autorizados para este ofício. Ministros ordenados em outras denominações terão seus reconhecimentos, porém deverão ser examinados quanto ao seu caráter e conhecimento das Escrituras e dos Cânones da Igreja e estarem em conformidade com os mesmos. Todos os processos relacionados a recebimento de ministros, recepção de Paróquias ou Igrejas, inter ou plena Comunhão, deverão ser submetidos e analisadas pela Comissão de Fé e Disciplina, que depois de preenchidas todas as exigências canônicas, deverão ser encaminhada ao Concílio Geral para votação e aprovação.

São Paulo, 04 de junho, ano da Graça de nosso Senhor Jesus Cristo de 2006.

Diocese Episcopal Tradicional Reformada do Brasil.

+ Rev. Dr. Sebastião Mendes de FreitasBispo Primaz


MENSAGEM EPISCOPAL nº 0002/2006

04 de junho de 2006.

A IGREJA EPISCOPAL REFORMADA E A IGREJA EPISCOPAL ANGLICANA DO BRASIL

REF./ DIÁLOGO IER / IEABA

Igreja Episcopal Reformada, desde a sua fundação em 31 de outubro de 1998, sempre primou pelo Diálogo com outros grupos cristãos, tendo em vista, a nossa visão inclusiva da Igreja. Basta dizer que na nossa recente Ordenação e Consagração Episcopal, realizada no dia 27 de maio de 2006, na Catedral Evangélica de São Paulo, havia cerca de 13 denominações presentes representadas por seus líderes, inclusive Católicos Romanos. Apesar de nosso esforço, e sempre respeitando a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil e seu clero, a liderança desta denominação sempre se mostrou hostil ao diálogo conosco, e nas recentes declarações do seu Bispo Primaz afirmam que não nos reconhecem como Igreja, apesar de terem conhecimento que temos as ordens reconhecidamente válidas por sermos uma Igreja de tradição anglicana e com bispos ordenados e consagrados por bispos da Igreja Protestante Episcopal dos Estados Unidos da América com mais de 130 anos de existência na América e na Europa. O comprometimento com o liberalismo teológico, o macro ecumenismo, e o distanciamento da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil das verdades históricas do Anglicanismo, também nos impedem de buscarmos uma aproximação com este ramo da Igreja no Brasil. O não reconhecimento por parte da IEAB de nossa denominação como Igreja, reforça a nossa certeza que a nossa missão como Igreja anglicana apenas começou. E se fôssemos por eles reconhecidos, poderíamos considerar que a visão protestante e reformada de nossa Igreja estava realmente comprometida e o nosso barco estava navegando em um mar revolto e sem bússola para nos conduzir ao destino certo. Desejamos sim o diálogo, mas nunca, e em momento algum, pretendemos fazer em prejuízo de nossa fé, dos postulados da Reforma e da Ortodoxia do Anglicanismo Histórico. O Arcebispo Thomas Cranmer e seus companheiros se estivesse aqui, jamais endossaria o que se faz em nome da "Ecclesia Anglicana". O movimento de Oxford e o movimento liberal violenta a fé dos reformadores, e os consideram como néscios e medíocres, portanto, diante dos recentes acontecimentos dentro da Comunhão Anglicana envolvendo a DAR, não desejamos manter diálogo com este ramo da Igreja pelo fato de não mais representar a fé dos reformadores e mártires anglicanos, a menos que esta venha a mudar os seus postulados e conceitos, teológicos e morais. A IEAB, reclama de grupos que se apresentam dizendo ser anglicanos e falando em nome da referida Igreja.Cumpre-se nos informar que nossa denominação nunca se apresentou em encontros ecumênicos em nome da IEAB, pela razão de não fazermos parte de nenhum órgão ecumênico, e se assim o fizéssemos, faríamos em nosso próprio nome, Igreja Episcopal Reformada, uma vez tendo nossa Constituição e Cânones devidamente registrados de acordo com as Leis da República Federativa do Brasil, e também como pessoas idôneas sabemos respeitar as outras denominações, e temos os nossos limites demarcados pela ética e pela razão. Portanto, o Primaz da IEAB e seu clero não precisam dizer o que devemos ou não fazer, pois conhecemos muito bem as demarcações de nossos limites como denominação e Igreja de Cristo.

São Paulo, 04 de junho, anos da Graça de nosso Senhor Jesus Cristo de dois mil e Seis.

+Rev. Dr. Sebastião Mendes de Freitas
Bispo Primaz da Igreja Episcopal Reformada
Diocese Episcopal Tradicional Reformada do Brasil.